Agentes da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Erechim, prenderam na manhã desta sexta-feira (23), Alexandre Ademir Martofal (31), acusado de espancar, estuprar e assassinar, Adriana Ferreira dos Santos (49), no dia 17 de agosto de 2015. O corpo da vítima foi encontrado três dias após em um barranco, as margens da estrada que liga ao povoado Coan, no interior de Erechim.
De acordo com o delegado Gustavo Ceccon, um exame de DNA solicitado pela polícia ao Instituto Geral de Perícias (IGP), com analise de materiais do acusado e da vítima, comprovaram a pratica do crime. “Quero agradecer o trabalho da perícia, que com esta prova praticamente 90% do caso está confirmado”, destacou.
Martofal, já havia sido preso temporariamente em dezembro de 2015, pela suspeita deste homicídio, na época o veículo modelo Chevette, utilizado para transportar o corpo da vítima, também foi apreendido. “Ele negou o crime e continua negando, disse que não conhecia Adriana e que o celular que era da vítima encontrado com ele, havia comprado por R$ 10 de outro homem”, ressaltou.
Segundo Ceccon, o aparelho teria sido o estopim de uma briga que resultou na morte. “Ainda estamos apurando o que aconteceu na noite do crime, mas acreditamos que eles tenham discutido, por que ele teria comprado um celular, que era da Adriana e ela trocou por drogas, possivelmente ela tenha dito para o intermediário vender para ele que ela iria recuperar”, comentou o delegado.
Ceccon relata que Adriana, tinha certeza que recuperaria o aparelho. “No decorrer das investigações encontramos uma testemunha chave, que destacou que eles dois tinham um caso há alguns meses antes do crime, isso confirmou a suspeita que tínhamos, além de uma série de outras coisas, como ele trabalhava como pedreiro e teria uma ferramenta para cortar o cabelo dela que ficou preso em uma cerca de arame farpado no barranco”, explica.
Após ser ouvido o acusado, que será indiciado por homicídio, estupro e ocultação de cadáver, foi encaminhado para o Presídio Estadual de Erechim, local que deve ficar a disposição da Justiça.
Segundo Ceccon, os agentes da Defrec utilizaram todos os métodos de investigação no caso, para buscar a elucidação desde que era um dos últimos homicídios praticados em 2015 que aguardavam uma solução. “Durante o período das investigações, recebemos muitas criticas até mesmo pichações em muros da cidade, frases destacando que por que vítima era pobre o crime não seria solucionado. Isso é algo que não acontece, todos os crimes contra vida são prioridades na Defrec”, finalizou.