21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Economia

Erechim ainda encerra o ano com queda no emprego

Rio Grande do Sul foi a única unidade da federação que teve saldo positivo

teste
A construção civil é um dos setores que mais traz preocupação por ter gerado mais demissões que cont
Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

A evolução do emprego formal registrou durante todo o ano de 2015 o saldo de -1968 e no período de janeiro a novembro deste ano, -2.265. Acompanhando a situação complicada em que se encontra a economia brasileira, o mercado apresentou novamente sinais de dificuldade de reação em novembro, com saldo de -116 postos de trabalho. Porém, o impacto negativo foi inferior ao mês de outubro em que o saldo foi de -356. No total, o município registrou no mês, 818 contratações e 934 demissões. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que foram divulgados ontem (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Em uma análise por setores, a área do comércio foi responsável por um dos poucos saldos positivos do mês, com 52 vagas, resultado de 225 demissões e 277 admissões.

Com os números, Erechim permaneceu na 53ª colocação no ranking de geração de empregos do RS. Em outubro, a cidade havia ficado nesta mesma posição no indicador, que é composto por municípios com mais de 30 mil habitantes.

O destaque negativo ficou novamente com a indústria de transformação, que registrou 253 demissões e 160 contratações, resultando em um saldo de -93. Do início do ano até o último mês o setor já contabiliza saldo de -1.627 vagas.

Outro setor que preocupa com ter registrado mais demissões que contratações é a construção civil. Conforme o caged, foram 138 admissões e 156 desligamentos, o que resultou em um saldo de -18 postos de trabalho. Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário de Erechim, Gilmar Fiebig, o momento é delicado e de retomada, considerando que o processo é lento. "O setor permanece nas mesmas condições dos outros meses, com fases conturbadas na economia e aos poucos as pessoas começam a voltar a comprar, a vender. O próprio governador do RS e o presidente já sinalizaram preocupação com o setor e estão organizando um alinhamento político, o que demora um período", comentou, dizendo ainda, que o momento é favorável para as pessoas que desejam investir em um imóvel. 

 

o mesmo tempo, o campo de serviços apresentou dados piores que o mês de outubro, contabilizando 230 admissões e 289 desligamentos, fechando novembro com saldo de -59 vagas.

A agropecuária registou o saldo de dois postos de trabalho, resultado de oito contratações e seis demissões.  Já setor de serviços industriais de utilidade pública registrou o mesmo número de contratações e demissões: cinco. Os setores de extrativa mineral e administração pública não tiveram movimentação. 

Brasil perdeu quase 117 mil vagas formais

O Brasil teve 116.747 postos formais de trabalho fechados no último mês de novembro, segundo dados do (Caged). O saldo negativo é melhor que o de novembro de 2015, quando 130.629 postos foram fechados. O resultado em novembro de 2016 é decorrente de 1.103.767 admissões contra 1.220.514 demissões.

No acumulado de 2016 foram fechados 858.333 postos de trabalho, uma perda de 2,16% das vagas. Já nos últimos 12 meses, o número de empregos formais passou de 40,3 milhões para 38,8 milhões, uma perda de 3,65%.

 

Rio Grande do Sul tem saldo positivo

O Rio Grande do Sul foi o estado que mais gerou empregos formais no mês de novembro. No mês, as empresas contrataram 80.447 trabalhadores e dispensaram 79.256, com um saldo positivo de 1.191 vagas (crescimento de 0,05% em relação a outubro).  Foi o segundo mês seguido de saldo positivo. Em outubro, o estado já havia registrado 2.386 mais contratações do que demissões.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que o Rio Grande do Sul segue o caminho para a retomada plena dos empregos. “No ano que vem, temos certeza de que o número estará ainda melhor, para que os trabalhadores possam ter ocupação e renda e garantir o sustento de suas famílias e o crescimento do país”, disse o ministro. “Só o trabalho vai assegurar um Brasil forte, com crescimento sustentável e oportunidades a todos”,
declarou.  
A agropecuária foi o setor com melhor desempenho relativo em novembro: aumento de 3,34% no número de empregos formais. Em termos absolutos, o comércio gerou maior número de empregos, com saldo positivo de 3.722 postos de trabalho, um aumento de 0,62%.  A administração pública, com 0,03%, veio a seguir. O setor de extrativismo mineral teve o pior desempenho: redução de 2,51% no total de empregos em relação ao mês anterior.

Desempenho setorial

De todos os setores de atividade econômica, apenas o comércio teve desempenho positivo em novembro, seguindo a tendência já registrada em outubro. Houve um acréscimo de 58.961 vagas, o que representa um aumento de 0,66%. A alta foi puxada principalmente pelo ramo varejista,
que abriu 57.528 postos. A maioria dos empregos foi criada nos ramos de vestuário e acessórios, seguidos pelos de supermercados, comércio de
calçados e artigos para viagens. 

Entre os setores com resultado negativo, destacaram-se a indústria de transformação (-51.859 postos), construção civil (-50.891), serviços (-37.959) e agricultura (-26.097). Na indústria, a queda ocorreu principalmente nos ramos de produtos farmacêuticos (-12.211), alimentícios (-8.442), têxteis (-6.472) e de calçados (-4.033). Já a Agricultura foi influenciada por fatores sazonais, com destaque para o setor de cultivo de cana-de-açúcar em São Paulo, que, sozinho, fechou 4.478 postos.

SETORES

TOTAL ADMIS.

TOTAL DESLIG.

SALDO

EXTRATIVA MINERAL

0   

   0

   0

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO

160

 253

-  93

SERV INDUST DE UTIL PÚBLICA

5

   5  

   0

CONSTRUÇÃO CIVIL

138

156

 -18

COMÉRCIO

277

225

  52

SERVIÇOS

230

289

 -59

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

0

 0

   0

AGROPECUÁRIA

8

 6

   2

TOTAL

818

934

-116

Fonte: Caged/MTE

 

 

 

 

 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;