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Polis não quer se distanciar da política

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Paulo Polis pensa em deixar o PT
Por Paola Seibt - paola@jornalbomdia.com.br
Foto Paola Seibt

O prefeito de Erechim, Paulo Polis (PT), recebeu a equipe do Bom Dia em seu gabinete na manhã de quarta-feira (28). O chefe do Executivo cumpre seu mandato até o dia 31, depois de atuar por oitos anos como prefeito da maior cidade do Alto Uruguai.

Durante a entrevista, disse que deixa como maiores legados para a cidade o processo de participação da população na administração municipal, os investimentos realizados nas áreas da educação e saúde. Por outro lado, afirma que o que gostaria de ter entregue para a comunidade e não conseguiu foi a obra de transposição do Rio do Cravo. 

Qual o maior legado que deixa para a comunidade erechinense?

São vários. Mas o maior foi fazer com que a cidade de Erechim, a população dos bairros e do interior se integrassem à gestão inclusiva e participativa, através do Orçamento Participativo. A gestão foi feita pelas demandas que a comunidade nos deu.

Outro legado foi o da educação. Colocamos perto de três mil crianças de zero a seis anos na creche. Fomos além, dentro do processo melhoramos a qualificação e fizemos os programas um computador por aluno e um por professor, criamos um novo plano de cargos e salários reconhecendo o esforço dos professores e remunerando adequadamente. Temos escolas inclusivas com 250 crianças com alguma deficiência dentro das nossas escolas normais e ainda desenvolvemos o Pré-Enem, que qualifica todo ano 500 jovens para fazer o Enem. Em outra escala, temos o IFRS e a UFFS e, agora a URI que irá oferecer o curso de medicina. O legado da educação foi o de maior importância para as famílias de Erechim, porque ela tem todo sistema da creche até a universidade, dentro do município. É isso que precisamos, cada vez mais, trabalhar dentro de uma lógica de desenvolvimento humano.

Na área de saúde fizemos com que o Hospital Santa Terezinha permanecesse público atendendo mais de mil pessoas por dia. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está em funcionamento, mesmo que por 12 horas, mas atende entre 300 a 400 pessoas por dia integrando as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A UPA serve um propósito extraordinário visto que 11 estão paradas no Estado e nós encontramos uma alternativa para que ela fosse utilizada. Construímos três UBSs e qualificamos todas as outras, ou seja, deixamos um legado interessante dentro de duas áreas fundamentais: educação e saúde. Mais do que isso, colocamos em funcionamento a parte 4 do Distrito Industrial e adquirimos uma nova área do Distrito Norte.

O que você enumera como erros e acertos da sua administração?

Os acertos estão elencados na resposta anterior, mas coisas que eu queria ter concluído e não consegui... Por exemplo, gostaria de entregar a transposição do Rio do Cravo.

A transposição está com toda a estrutura física pronta. O que falta são as bombas para o bombeamento da água, caso ocorra um racionamento. A barragem está pronta, assim como todo o encanamento dos 16 quilômetros. A Corsan, em todo o período em que esteve na cidade, no meu mandato, não cumpriu com o que havia acordado com o município. A transposição era para ser entregue em 2014 e estamos em 2016. Segundo a Corsan, as bombas foram compradas, mas ainda não chegaram. Então, para quem entrou com racionamento na prefeitura em 2009, eu gostaria de entregar esta obra, mas isso a Corsan falhou conosco.

Segunda questão, eu queria ter disponibilizado a área do Distrito Industrial Norte para as empresas. Infelizmente o projeto de energia e de água irão demorar. A área está comprada e paga, a estrutura de acesso pronta, as licenças Prévia e a de Instalação concluídas, no momento está no registro de imóveis para individualizar. O próximo prefeito irá pegar um bom caminho andado.

Eu gostaria também de ter estas duas escolas - do Maria Clara e do Copas Verdes  - que o governo federal nos disse que ia licitar e ao município caberia dar a área. O governo licitou, a empresa começou e parou a obra. Estamos trazendo para nós fazermos o gerenciamento deste processo. A escola do Caras Pintadas, nós licitamos e a primeira etapa já está em andamento com recurso disponível. O prefeito eleito vai conduzir para segunda etapa e finalização. Temos conversado bastante, e o prefeito eleito tem sido muito aberto para estas questões de continuidade de projetos. 

Qual seu futuro político? O senhor pretende trocar de partido?

Vou decidir meu futuro político a partir de 1º de janeiro. Vou terminar o meu mandato pelo PT, partido pelo qual me elegi. Mas penso que já contribui com o partido para que ele se fortalecesse. O PT me deu condições de trazer todas essas políticas públicas importantes. Neste momento, as minhas convicções e a convicção do PT estão seguindo em caminhos diferentes. Então, acho que vai haver uma depuração natural em 2017, por parte de todos os partidos. Eu vou aguardar isso para ver como vai ficar essa decantação, como que vai acontecer por parte da política partidária. Vamos ver qual o grupo político vai aceitar minhas ideias e querer que eu faça parte. Penso em trocar de sigla, assim como muitas lideranças do partido já fizeram. Infelizmente, é assim. Você não precisa nascer e morrer no mesmo partido. Vou para 15 anos de filiação partidária no PT e acho que contribui com o partido através destes dois mandatos e como vereador. Fortalecemos o partido só que os caminhos agora vão seguir por estradas diferentes. Eu vou procurar um lugar em que minhas ideias sejam colocas em prática e me aceitem.    

Confira a entrevista na íntegra nas páginas centrais do jornal impresso.

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