Para os comerciantes de Erechim, a venda de material escolar ainda não está muito significativa neste início de ano. Para o gerente administrativo de uma papelaria de Erechim, Tiago Moretto, a expectativa maior de vendas está voltada para o próximo mês. Contudo, afirma que a loja está organizada para atender às demandas. “A maioria acaba deixando para fazer as compras na última hora, mas quem antecipar pode conferir várias condições de pagamento e mais variedade de produtos e preços”, comentou, citando ainda, que o movimento está abaixo do registrado no mesmo período de 2016.
A gerente de outra papelaria, Marisete da Rosa, comenta que a venda de materiais escolares no estabelecimento foi registrada ainda em novembro, no entanto, a estimativa é que em fevereiro aumente a procura. A empresária salienta que os descontos e as condições podem atrair os consumidores nesta época.
Preços mais elevados
O papel, um dos principais insumos utilizado na produção do material escolar, teve seu valor majorado em 24% ao longo de 2016. Este aumento do papel deve elevar o preço de cadernos e agendas acima de 12%, outros produtos terão aumento entre 5% e 10% no preço final em comparação com os valores do ano passado. A estimativa é da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE), cujo presidente, Rubens Passos, salienta: “A absurda carga tributária incidente sobre materiais escolares, com média superior a 40% é um grande absurdo para uma nação que mantém baixos índices de escolaridade e grande população de baixa renda”.
Para atenuar o impacto no orçamento doméstico e buscar preços menores, Rubens Passos recomenda a pesquisa e a compra antecipada. “É importante que os responsáveis pesquisem em pelo menos dois pontos de venda e antecipem as compras pois os produtos em promoção terminam cedo nas lojas, salienta o presidente da ABFIAE.
Cargatributária
Os impostos exagerados são um fator que pressiona de modo permanente os preços dos materiais escolares. O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revela que esses produtos são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Itens como apontador e a borracha têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%.
O presidente da ABFIAE lembra que uma medida eficaz para reduzir o impacto da tributação no preço final seria a aprovação do Projeto de Lei 6.705/2009, que prevê isenção de IPI e alíquota zero de PIS/Cofins para os artigos escolares.