Destruição de uma agência bancária e morte de um policial continuam sem solução
Mais de 70 dias após o ataque a agência bancária do Banrisul na cidade de Erval Grande, a Polícia Civil gaúcha continua investigando o crime que culminou com a morte do policial militar, João Marcelo Borges Desiderio (43). O objetivo do trabalho policial é identificar a quadrilha responsável assalto ocorrido na madrugada de 29 de outubro de 2016. Pelo menos dois homens seguem presos, suspeitos de integrarem o bando criminoso.
Em uma entrevista exclusiva ao Jornal Bom Dia, concedida por email, o delegado João Paulo de Abreu, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), de Porto Alegre, comentou sobre o andamento das investigações e destacou que o ataque ao banco pode ter relacionamento com outros assaltos no mesmo formado que aconteceram no Estado. "A 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos, vem investigando um fato ocorrido na cidade de São Sepé, em conjunto com os órgãos da Polícia Civil que atuam na região. Há indícios que apontam que o grupo que cometeu aquele assalto seja o mesmo de Erval Grande", destacou o policial.
Conforme o delegado que foi cauteloso em comentar sobre as investigações, indícios encontrados pela equipe de investigação também apontam que o grupo responsável pelo assalto e a morte do sargento da Brigada Militar, seja paranaense. "Em princípio, há fortes indícios de que os autores sejam naturais do Estado do Paraná, sendo que dois criminosos foram presos pela Polícia Civil paranaense, dias depois do fato de São Sepé e Erval Grande", pontua.
As prisões destacadas pelo titular do DEIC ocorreram no dia 5 de novembro de 2016, em uma operação deflagrada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil do Paraná. Na ação foram presos três integrantes de um grupo criminoso autonominado como "Gangue da Dinamite". Os suspeitos foram surpreendidos com duas armas identificadas como as mesmas que foram roubadas dos policiais de Erval Grande.
Suspeitos seguem presos
De acordo com Abreu, dos três suspeitos presos, dois seguem detidos em virtudes de prisões decretadas pelo poder Judiciário do Paraná. "Estamos também trabalhando com a finalidade de representar ao poder Judiciário gaúcho, outros pedidos de prisões referentes aos mesmos homens", explica.
Na época das prisões agentes chegaram a viajar para o Paraná para coletar amostras das armas encontradas com os assaltantes. Segundo o delegado a polícia ainda aguarda os resultados destas provas periciais. "Pende ainda a produção de provas técnicas e testemunhais, o que esperamos seja feito em data próxima", salienta.
Investigações em Porto Alegre
Sobre as investigações estarem ocorrendo na capital, Abreu, explica que o fato das organizações criminosas responsáveis pelos assaltos a bancos do Rio Grande do Sul, serem na maioria das vezes as mesmas e muitas vindas de outros estados como é caso de Erval Grande, cabe a 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos do DEIC, as investigações referentes a estes tipos de crimes. "Na grande maioria das vezes se tratam de fatos praticados por organizações criminosas que possuem atuação em todo o Estado, e oriundas de outras regiões do país", salienta.