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Economia

Redução da Selic é elogiada em Erechim

Representantes de entidades reforçam que medida gera otimismo e pode contribuir na retomada do crescimento econômico

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Selic está no menor nível desde abril de 2015, quando estava em 12,75% ao ano
Lindanir Canelo
Claudionor Mores
Herivelton Carneiro
Airton José Dallagnol
Luiz Fernando Lindner
Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

A redução na taxa básica de juros (Selic), anunciada no dia 11 pelo Banco Central, foi considerada acertada por representantes de várias entidades a nível nacional e também de Erechim. 

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. Com a decisão, a Selic está no menor nível desde abril de 2015, quando estava em 12,75% ao ano.
O presidente da Associação Comercial Cultural e Industrial de Erechim, Claudionor Mores, disse que considera a redução um bom sinalizador, mas o avanço é muito lento, considerando que a taxa de juros ainda está muito acima da inflação. "Aguardamos quedas mais rápidas e que o resultado estimado para dezembro seja antecipado para no mínimo três meses. O Copom está sendo conservador, no momento que a economia exige ações mais rápidas que possibilitem a retomada de melhores condições de financiamentos e capital de giro".
Para a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Erechim, Lindanir Canelo, essa decisão da redução da taxa foi acertada. "É o primeiro passo para retomada do crescimento econômico e geração de empregos que o país precisa. Além de reduzir a Selic é preciso aumentar o crédito da economia para que as empresas invistam e as famílias consumam. Isso, sem dúvidas, impacta no comércio. Sentimos que o clima está mais favorável", afirmou.  
Para o gerente geral do Banrisul, Airton José Dallagnol, a medida é um bom sinal para auxiliar na retomada dos investimentos e do crescimento das transações de um modo geral. Segundo ele, no primeiro instante não haverá muito impacto em termos de redução de taxas, mas a liberação de recursos é uma ação que poderá gerar um resultado mais efetivo no final do primeiro semestre. "É um sinal de avanço que pode ajudar muito no desenvolvimento. Nos próximos dias receberemos orientações sobre as linhas de crédito que estarão disponíveis", pontuou.
Do mesmo modo, o gerente geral da Caixa Econômica Federal (agência Alto Uruguai), Luiz Fernando Lindner, destaca que a baixa da taxa Celic é importante por vários motivos. Entre eles, está o fato de que o mercado financeiro baixa as taxas dos empréstimos, financiamentos, com isso, circula mais dinheiro, as pessoas tem mais condições de investir, atender as próprias necessidades, e o mercado imobiliário também é favorecido, com taxas mais acessíveis de financiamento habitacional, entre outros. "As micro, pequenas e médias empresas pode gerar emprego, renda. O governo diminui as dívidas, o que é muito positivo para a economia. No entanto, o processo é um pouco lento, mas acredito que em 30 dias é possível sentir o impacto. A credibilidade maior no mercado financeiro possibilita que as pessoas fiquem mais otimistas para fazer investimentos", declarou. 
De acordo com o gerente geral do Banco do Brasil, Herivelton Carneiro, a taxa Celic proporciona mais movimento na economia, principalmente com a liberação de crédito. "A expectativa é que possamos melhorar o desenbolso de crédito com o impacto positivo de modo geral aos clientes e consequentemente ao comércio", disse, citando que o Banco do Brasil já anunciou a redução imediata de algumas linhas principalmente de crédito pessoal. "As novas condições nos empréstimos e financiamentos, tanto para pessoas físicas quanto empresas, serão implementadas gradativamente, sendo que a maior parte já estará disponível aos clientes a partir da próxima segunda-feira. Houve repasse do corte promovido pelo Copom na maioria das linhas, sendo que em cinco delas o ajuste foi maior do que o da Selic. Aí estão incluídas: rotativo do cartão de crédito (redução de 4 pontos percentuais na taxa mensal); cheque especial (0,09 ponto percentual ao mês); linhas de desconto de cheques, antecipação de crédito ao lojista e desconto de títulos voltados às pessoas jurídicas (0,25 ponto percentual ao mês, em média).

CNI e Firjan
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a aceleração da queda dos juros básicos da economia ajudará na recuperação da economia. Em nota, a entidade informou que o corte de 0,75 ponto percentual na taxa Selic foi acertado diante de um cenário de inflação em baixa e de estagnação da produção e do consumo.
Para a CNI, a redução dos juros permitirá a redução do endividamento das empresas e das famílias. Contudo, apesar de considerar positiva a queda da Selic, a CNI considera que os juros só permanecerão baixos no médio e no longo prazo se o governo cortar gastos e continuar a promover medidas que equilibrem as contas públicas.
Segundo o Sistema Firjan, desde outubro, quando o Copom começou a baixar a taxa, a inflação manteve trajetória de queda, fechando 2016 dentro das metas estabelecidas, algo que não ocorria desde dezembro de 2014. 
A continuidade da redução da Selic, no entanto, depende "da consolidação das reformas fiscais, em especial a aprovação da reforma da Previdência e o reequilíbrio das contas públicas estaduais", conforme a Firjan.

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