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Segurança

Dupla é condenada no primeiro júri do ano

Homens acusados de homicídio receberam penas de 14 e 13 anos de reclusão em regime fechado

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Sessão ocorreu no plenário do Fórum de Erechim
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

O primeiro júri da Comarca de Erechim em 2017 encerrou com a condenação parcial dos réus, Paulo Ricardo de Souza Theodoro (22) e Rafael Torre Jubá (24), considerados culpados pela morte de Jeferson Babinski Pereira. Os jurados inocentaram a dupla pela tentativa de homicídio contra Luiz Fernando Duarte. Os crimes ocorreram no dia 30 de abril de 2015, na Rua Augusto Barbieri, Bairro Três Vendas, em Erechim. 

A sessão que transcorreu durante toda esta quinta-feira (19), encerrou no fim da tarde e o tribunal esteve formado por quatro mulheres e três homens, que optaram pela condenação parcial dos réus, apenas pelo crime consumado.  O juiz Marcos Luiz Agostini, que presidiu a sessão, determinou que a pena dos réus fosse de 14 anos de reclusão para Paulo Ricardo de Souza Theodoro e de 13 anos reclusão para Rafael Torre Jubá. A condenação deverá ser cumprida em regime fechado.  

Denúncia
De acordo com denúncia do promotor Gustavo Burgos de Oliveira, Theodoro era carona de uma motocicleta pilotada por Jubá. Eles teriam interceptado outra motocicleta que era tripulada pelas duas vítimas, momento em que o atentado teria ocorrido e os condenados fugiram para rumo ignorado. Segundo o representante do Ministério Público testemunhas relataram durante o processo que a motivação para o atentado seria uma desavença entre o réu, Paulo Ricardo de Souza Theodoro e a vítima fatal, Jeferson Babinski Pereira. Ambos que eram parceiros e faziam parte de uma quadrilha que cometia assaltos, teriam se desentendido, momento em que Theodoro teria resolvido matar o comparsa e toda sua família. Anteriormente ao fato, Theodoro é suspeito de matar outro irmão da vitima fatal que também fazia parte do grupo. 

Os réus também foram indiciados por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Só não assassinaram a vítima Luiz Fernando Duarte, porque após o primeiro tiro, ele saiu correndo e conseguiu se esconder próximo a uma árvore. Os réus foram presos, 15 dias após o crime por agentes da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), de Erechim. 

Depoimentos 
Logo no inicio da sessão, os jurados tiveram a oportunidade ouvir os depoimentos dos réus e da vítima que sobreviveu ao atentado. O primeiro a ser ouvido foi Luiz Fernando Duarte, que estava junto com Pereira no momento do crime, ele confirmou que os réus cometerem homicídio. "Foi eles dois, deu para ver o rosto, estavam de capacete, mas com a viseira aberta", relatou.

Na sequência o primeiro réu, suspeito de ter disparado, negou autoria do crime e disse que estava em casa com a esposa e o filho. "Não fui eu. É mentira isso, estava em casa. O Jeferson era como meu irmão. Sei que é errado, mas naquele dia eu estava armado realmente, estava me preparando para encontrar ele (vítima) por que mais tarde iríamos praticar um crime", destacou. O réu também admitiu ao juiz, que mesmo estando dentro do Presídio Estadual de Erechim, utilizou um telefone celular para que através de uma rede social, conseguisse falar com a família da vitima.

Ao ser ouvido, Rafael Torre Jubá também negou participação do crime e disse que no dia estava com sua família. "Eu tenho carteira para moto, mas não uso", relatou o réu acusado de estar conduzindo a motocicleta usada na fuga após o crime. 

Defesa
Os dois réus tiveram seu direito defesa garantido pela defensora pública, Raquel Fellini, que pediu a inocência total de Theodoro e Jubá. No fim da sessão a defensora destacou que irá avaliar a possibilidade de recorrer da sentença. "Nós esperávamos este resultado, tendo em vista que foi acolhido apenas o fato consumado. Mas vamos avaliar para saber o futuro deste processo", explicou. 

Acusação
O promotor Gustavo Burgos de Oliveira destacou que não ira recorrer da sentença. "Os depoimentos das testemunhas realmente divergiam, em que os tiros eram apenas para Jeferson que morreu. Outros falaram que era para o Luiz. Portando, acredito que os jurados fizeram a escolha correta e vamos respeitar", finalizou.  

Demais sessões
No fim da sessão o magistrado Marcos Luiz Agostini, agradeceu a presença dos jurados e projetou que neste ano pretende realizar cerca 40  sessões do tribunal do júri. O número é maior do que o que ocorreu em 2016, período em que 33 sessões foram realizadas.

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