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Economia

Agropecuária é único setor com saldo positivo, segundo o Caged

Erechim permaneceu na 53ª colocação no ranking de geração de empregos do RS

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Setor registrou cinco demissões e nove admissões
Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

A evolução do emprego formal em Erechim registrou durante todo o ano de 2016, o saldo negativo de -3.249. Acompanhando a situação complicada em que se encontra a economia brasileira, o mercado apresentou novamente sinais de dificuldade de reação em dezembro, com saldo de -493 postos de trabalho. O impacto negativo foi ainda mais grave em comparação ao mês de novembro em que o saldo foi de -116. Já no mês de outubro foram -356. No ano de 2015 o saldo foi de -1968.

No total, o município registrou no mês, 612 contratações e 1.105 demissões. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que foram divulgados na sexta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Em uma análise por setores, a área de agropecuária foi responsável pelo único saldo positivo do mês, com 4 vagas, resultado de cinco demissões e nove admissões.

Com os números, Erechim permaneceu na 53ª colocação no ranking de geração de empregos do RS. Em outubro e novembro a cidade havia ficado nesta mesma posição no indicador, que é composto por municípios com mais de 30 mil habitantes.

O destaque negativo ficou novamente com a indústria de transformação, que registrou 350 demissões e 133 contratações, resultando em um saldo de -217. Durante o ano o setor contabilizou o saldo de -2.756 vagas.

Outro setor que preocupa com ter registrado mais demissões que contratações é a construção civil. Conforme o caged, foram 116 admissões e 208 desligamentos, o que resultou em um saldo de -92 postos de trabalho. 

Ao mesmo tempo, o campo de serviços apresentou dados muito piores que o mês de novembro, contabilizando 172 admissões e 301 desligamentos, fechando dezembro com saldo de -129 vagas.

Já setor de serviços industriais de utilidade pública registrou saldo zero. Os setores de extrativa mineral e administração pública não tiveram movimentação. 

À nível nacional

O ano de 2016 encerrou com queda no ritmo da perda de empregos formais no país. Nos últimos 12 meses, foram fechadas 1.321.994 vagas, 14% a menos do que no mesmo período de 2015, quando o mercado perdeu 1.534.989 postos de trabalho. Apesar dos números ainda serem negativos, a comparação já mostra uma diminuição significativa no fechamento de vagas.

A crise começou a perder fôlego em abril de 2016, quando o país registrava o pico de 1.825.609 vagas fechadas em um período de 12 meses. Mas esse número começou a cair mês a mês. No final do ano, a perda em 12 meses já estava menor em 503.615 postos. Em dezembro, mês que historicamente apresenta forte aumento no número de demissões, a perda foi de 462.366 vagas, 22,4% menor do que no mesmo período de 2015, outro dado que mostra o arrefecimento na crise do emprego.

Desempenho setorial

O ano de 2016 ainda apresentou resultados negativos em todos os setores, embora já com um ritmo menor do que em 2015. Em números relativos, o setor que menos sofreu nos últimos 12 meses foi o da Agricultura, com um fechamento de apenas 0,84% das vagas, seguido pela Administração Pública, que teve percentual negativo de 0,97%. O Comércio e os Serviços tiveram perdas de 2,22% e 2,28% respectivamente. O setor que mais sofreu foi o da Construção Civil, que fechou 13,48% dos postos formais, seguido pelo Extrativo Mineral (-5,67%) e a Indústria da Transformação (-4,23%).

Dados regionais

Entre as 27 unidades da federação, Roraima se destacou com resultado positivo na criação de empregos formais no ano passado. O estoque de vagas passou de 51.662 em dezembro de 2015 para 51.746 em dezembro de 2016 – uma alta de 0,16%. Além de Roraima, os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os que menos sofreram com a crise em 2016. Na comparação dos estoques de emprego em dezembro de 2015 e 2016, Mato Grosso do Sul teve perda dos postos de trabalho de 0,22%. Goiás registrou queda de 1,6%, enquanto Santa Catarina teve redução de 1,63% do estoque de vagas na mesma comparação. O estado do Rio Grande do Sul aparece na quinta posição com redução do 2,09% do estoque de postos de trabalho em 2016, em relação ao ano anterior.

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