A Polícia Civil de Erechim deflagrou na manhã desta terça-feira (24) uma operação denominada Cristo Rei. Ação que ocorreu durante a madrugada no bairro que deu nome a ação prendeu Valdomiro de Godois (44) e Vagner de Godois, pai e filho, ambos suspeitos de participarem de uma sequência de retaliações, ameaças e tentativas de homicídio. A onda de crimes iniciou logo após o homicídio de Jaqueline Pinto de Jesus, no final do ano de 2016, em Erechim. Crime do qual os dois homens tão são suspeitos de terem envolvimento
Segundo o delegado Rodrigo Dreyer, que responde temporariamente pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Erechim, mais de 40 policiais em 16 viaturas cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão. "As prisões ocorreram principalmente devido ao homicídio contra a Jaqueline, no qual teriam participado quatro pessoas. Duas seguem foragidas e são procurados pelas equipes", ressaltou o policial responsável pela operação.
Conforme Dreyer a ação também busca colocar fim na série de atentados e mortes que ocorreram em Erechim entre dezembro de 2016 e o início do janeiro de 2017, todos motivados por rixas entre duas famílias. "Conforme as investigações, Valdomiro seria uma espécie de mentor. Ele teria colocado até uma recompensa de R$ 5 mil pela morte da Jaqueline", explicou o delegado.
De acordo com o delegado, pai e filho negaram as acusações, informalmente. Na casa de Valdomiro os policiais também localizaram um revólver calibre 38 com numeração raspada. "Vamos confrontar esta arma, com cartuchos deflagrados que foram encontrados na cena do crime e também os que atingiram a vítima, através de um exame de balística, para saber a relação deste revólver com os fatos", pontuou Dreyer.
Após prestarem depoimentos os acusados foram encaminhados para o Presídio Estadual de Erechim, onde ficarm presos temporariamente. "As investigações sobre os outros atentados devem prosseguir. Referente ao homicídio da Jaqueline, temos o caso como solucionado e vamos remeter o inquérito à Justiça em um prazo de 30 dias, em que ambos devem ser indicados por homicídio qualificado pela promessa de dinheiro em troca da morte da vítima e dificultar a defesa em uma ação pensada no momento do ataque", finalizou.
Vagner que é cadeirante, já havia sido condenado em setembro do ano passado por homicídio, ele recorria da pena de 12 anos em regime fechado, em liberdade.
