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Segurança

Júri condena homem que matou o sobrinho

A pena aplicada foi de 14 anos para o réu que confessou autoria do crime

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Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

O tribunal do júri condenou na tarde desta quinta-feira (2) por homicídio qualificado, o réu Júlio César Do Prado. O homem de 40 anos, foi acusado de assassinar com um tiro na cabeça o próprio sobrinho, Edson do Prado. O crime ocorreu, na madrugada do dia 29 de agosto de 2015, na Rua São Martinho, no Bairro Cristo Rei, em Erechim. A pena imposta pelo juiz Marcos Luiz Agostini, foi de 14 anos de reclusão, pena a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

A sessão que teve início por volta das 9h40 foi aberta com o depoimento do réu. Na frente do júri que foi formado por cinco homens e três mulheres, o acusado assumiu o crime e disse que matou o sobrinho como legítima defesa. O depoimento foi diferente de todos os prestados pelo réu até o momento, em que o mesmo amputava o crime a um de seus filhos, na época menor de idade.

A fala foi contestada pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira, que ao apresentar a acusação, destacou que o réu tinha a intenção de cometer o crime. "Naquele dia, o réu foi até a residência da vítima, ali eles tiveram uma breve discussão, referente abertura de uma empresa aberta pelo sobrinho, com  o mesmo nome de outra que já funcionava, mas pertencia ao acusado. Após os ânimos serem acalmados, ele foi para casa, pegou uma arma e aguardou o rapaz dar a volta na quadra para guardar uma caminhonete, quando a vítima passou, ele atirou várias, segundo o relato das testemunhas", destacou o promotor.

Para o advogado Érico Alves Neto, que foi o responsável pela defesa do réu, tratasse de um crime de legitima defesa ou homicídio privilegiado - sem a intenção. "Nossa tese é essa, pois já existia um histórico de discussão entre as duas partes", pontuou o defensor.

Este foi o primeiro e último júri realizado na Comarca de Erechim, no mês de fevereiro, isso por que o magistrado titular irá sair de férias. O tribunal do júri volta a reunir-se apenas no mês de Março. 

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