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Rural

Feiras buscam a certificação e avançam na oferta de produtos livres de agrotóxicos

Reportagem especial do Bom Dia identifica o processo de produção e comercialização dos produtos adquiridos pelo consumidor erechinense

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Foto: Inês Moretti
Por Inês Moretti Da Ronch - jornalismo@jornal.com.br

Reportagem especial do Bom Dia identifica o processo de produção e comercialização dos produtos adquiridos pelo consumidor erechinense

Reportagem nacional veiculada no programa Fantástico da Rede Globo, no último domingo (31), abordou a questão dos produtos comercializadas nas feiras de hortifrutigranjeiros. A partir desta reportagem o Jornal Bom Dia buscou informações para esclarecer como este sistema de comercialização funciona em Erechim. De acordo com o secretário em exercício da Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar de Erechim, Hermes Kamanski, existem nove feiras no município. A comercialização dos produtos ocorre por meio de parceria da prefeitura com produtores rurais organizados por meio de cooperativas.

Em pesquisa de opinião junto aos consumidores da Feira do Produtor Central, na manhã de ontem (2), a reportagem do BD identificou que a maioria das pessoas opta por adquirir esses produtos por confiar na qualidade e acreditar que os mesmos são fresquinhos, direto da horta para o consumidor. A maioria não apontou a questão bastante evidenciada na reportagem do Fantástico, que tratava sobre o uso de agrotóxicos na produção de alimentos.

De acordo com as engenheiras agrônomas Daiane De Mattos e Ingrid Margarete Giesel, coordenadoras do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA), apenas uma feira de Erechim está apta a funcionar neste sistema.

A Feira de Produtos Agroecológicos e da Agricultura Familiar do Bairro São Cristóvão, que oferece mais de 40 espécies de hortaliças e frutas, todos produzidos sem agrotóxico por cinco famílias de diferentes municípios da região e comercializados pelos próprios agricultores.

É o caso da Idete Sentcovski, de 52 anos, que produz aproximadamente 200 quilos de diversos produtos como batata-doce, moranga cabotiá, feijão cavalo, chuchu e laranjas, entre outros. A agricultora é de Severiano de Almeida, da localidade de linha Napoleão, distante 30 quilômetros de Erechim. Ela produz hortifrutigranjeiros em uma área de pouco mais de dois hectares. A agricultora faz feira duas vezes por semana em Erechim. Parte da produção compõe a alimentação escolar do município onde mora, e a outra parte é vendida em outra feira no próprio município. “Me sinto feliz por oferecer um alimento saudável e sustentável, sem veneno. E tem outro sabor, muda. O próprio tomate é macio para comer. Faz toda a diferença no produto”, comenta a agricultora.

Há dez anos ela produz de forma ecológica, com o marido e um filho que ajuda nas férias. A família recebe assessoria do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, o CAPA, que trabalha com os agricultores familiares desde 1978.

Leia matéria completa na edição impressa de hoje. 

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