Até o fechamento desta edição, mais de 500 caminhoneiros estavam paralisados no entroncamento da ERS 135 com a BR 153, em Erechim. O segundo dia da mobilização contra os preços dos combustíveis foi marcado pela adesão dos transportadores escolares que foram ao ponto de concentração para anunciar apoio ao movimento e iniciar uma carreata de protesto pelas ruas de Erechim. De acordo com o Sindicato dos Transportes Rodoviários, até o fim da tarde desta quarta-feira (23), o governo federal não havia apresentado uma solução para o problema do alto preço dos combustíveis, especialmente do óleo diesel, principal reclamação dos caminhoneiros autônomos que comandam o movimento grevista.
A Polícia Rodoviária Federal monitora o ponto de concentração que bloqueou a passagem de caminhões com cargas de combustíveis e diversas mercadorias. Apenas ambulâncias, ônibus, carros de passeio e caminhões com cargas vivas estão autorizados a transitar pelas rodovias. O movimento é pacífico e os grevistas insistem com o bloqueio. Nenhum motorista forçou a passagem. Conforme o presidente do Sindicato dos Transportes Rodoviários, Valdir Aguiar, não existe a previsão de encerramento da greve e a tendência é que a paralisação continue nesta quinta-feira. De acordo com Aguiar, apenas motoristas que residem na região estão autorizados a retornar para suas cidades de origem, enquanto os outros condutores permanecem na mobilização. "Quando um trecho é liberado, o motorista acaba sendo parado em outro ponto. Por isso pedimos apoio, para que eles permaneçam aonde estão", finaliza Valdir.
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