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Erechim

A obra e a vida de Guidalio Fischmann ganha às telas

Primeira exibição do filme que conta a história do empreendedor, marca também os 100 anos de Erechim

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Família participou da primeira exibição do filme
Por Edson Castro
Foto Divulgação

A obra cinematográfica que conta a história de Guidalio Fischmann, filho de imigrantes judeus, vindos da Rússia no início do século passado, ganhou “a grande tela”, tendo a primeira exibição do longa metragem, no Centro Cultural 25 de Julho, em Erechim, na noite desta quinta-feira (9).

Guidalio tornou-se um dos nomes mais importantes no estado do RS no setor de sementes. Conhecido por amigos como uma pessoa simples e extremamente ligada ao trabalho, tornou-se um ícone e um exemplo de superação e conquista.

O filme tem participação de artistas locais, com 90 minutos de duração. O trabalho conta com depoimentos de familiares e amigos do empresário. Com participação especial do empresário catarinense Avelino Bragagnolo, o longa-metragem traz muita emoção no que diz respeito às relações de amizade criadas ao longo dos anos por Guidalio.

O filme

O Semeador – A história de Guidalio Fischmann -, obra do cineasta Osnei de Lima, da Companhia Brasileira de Cinema (CBC), tem trilha sonora e tema central, com a canção entitulada “Quero meu Pai”, interpretada e produzida por Carlos Magrão, compositor e interprete gaúcho conceituado nacionalmente, por sua trajetória fazendo dupla com Osvaldir nas últimas três décadas.

 Consagrado entre os principais nomes da música regional brasileira, Carlos Magrão é uma personalidade identificada com o sentimento geral de fazer o bem e cultuar o amor como instrumento de valorizar à pessoa como protagonista de um novo tempo de respeito ao outro e suas origens  culturais e visões de mundo.

É nesse momento que Carlos Magrão e Guidalio Fischmann se encontram e caminham no mesmo sentido que é o de semear o bem, dividir o conhecimento despertar o outro sobre valores que quando despertos contribuem para um mundo humanitário, feliz, com gente realizada. São semelhantes por interpretar que o homem e a paisagem não vivem isoladamente.

A família

A esposa de Guidalio, Claricia, se emocionou bastante ao ver o filme. “Até certo ponto foi bom, eu acho que recordar coisas boas e dignas como a pessoa que ele foi, sempre vale a pena”, citou ela.

A filha de Guidálio, Márcia, disse que o filme foi um reconhecimento da sociedade erechinense ao trabalho que feito pelo pai. “Foi um trabalho muito bonito, ele se empenhou em fazer o melhor, tinha muito amor a esta terra, nunca quis sair daqui, se sentia realmente muito bem aqui”, relatou.

Rosane, outra filha, disse estar feliz após ter assistido o filme. “Foi maravilhoso ver o exemplo deixado por ele. Lembro que certa vez, ele tinha o sonho de conhecer Israel, e quando retornou, questionado, disse que jamais sairia do Brasil, porque amava esta terra, amava Erechim”, acrescentou.

“A ideia de lembrar a história do pai na passagem dos 100 anos de Erechim merece os cumprimentos a quem idealizou. Existem tantas outras pessoas, que talvez fizeram até mais por esta cidade, mas os exemplos deixados pelo pai, valem para o resto da vida. Exemplos de dignidade, cultura, respeito, luta e trabalho. Uma história que todos podem construir, o começo é igual para todos. Com família e fé, as coisas podem realmente acontecer”, finalizou outro filho, Efraim.

“Acredito que quando ele falou dos netos, lembrou de nós. Foi muito bonito conhecer o relacionamento dele com nossos pais, realmente inspirador. Temos que continuar os ensinamentos dele”, completou uma das netas, Aline.

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