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Segurança

Trabalho em conjunto é destaque em Erechim

Índice de 98% dos crimes solucionados no município reflete a parceria entre Polícia Civil e Brigada Militar

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Foto: Leandro Zanotto
Capitão Detoni
Por Leandro Zanotto - jornalismo@jornalbomdia.com.br

Índice de 98% dos crimes solucionados no município reflete a parceria entre Polícia Civil e Brigada Militar

Em 2015, mais de 59 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. Com isso, a taxa de homicídios se elevou para 29,1 mortes por 100 mil habitantes. É o que indica o Atlas da Violência feito em parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Os dados apontam que, de todos os homicídios que acontecem no mundo, mais de 10% são em terras brasileiras.

O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Daniel Cerqueira, avalia que esta é uma situação preocupante. "Os dados de 2015, com base nas informações do Ministério da Saúde, mostram um crescimento contínuo na escalada da violência, já que, desde anos 80, a taxa de homicídio vem aumentando" explica. 

Crescimento em Erechim

Em Erechim, este número aumentou 23,08% segundo a Brigada Militar. Foram 16 mortes em 2015, contra 11 em 2014. Neste ano, já foram registrados sete homicídios já nos três primeiros meses do ano. 

O delegado da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), Gustavo Vilasbôas Ceccon, responsável pelas investigações de homicídio em Erechim, destaca que, apesar do crescimento, os crimes cometidos no ano de 2014 foram todos esclarecidos, de 2015 dois seguem em investigação, e neste ano apenas um ainda não foi finalizado. "Nestes três casos as investigações estão bem avançadas. Faltam apenas alguns pequenos detalhes para concluir os inquéritos" apontou o delegado.

Principais motivos apresentados na prática do crime

Ceccon, relata que em Erechim os casos que motivam a prática de homicídios são um pouco diferentes do restante do Estado e país - em que, geralemente acontecem durante assaltos. "Além do tráfico de drogas, temos aqui questões passionais e rixas familiares" destaca.  Mas, para o delegado, o motivo principal de quem comete um assassinato é a sensação da falta de impunidade. "Este sentimento faz com que muitas pessoas resolvam seus conflitos com as próprias mãos e às vezes até cometendo um homicídio. Isso acontece porque as legislações são bastante brandas. Existem pessoas que cometem três ou quatro assassinatos e em questão de três anos já estão nas ruas novamente, para cometer outros crimes" relata. 

Taxa de solução de homicídio é uma das melhores

Segundo a Polícia Civil, a taxa de solução dos crimes relacionados ao homicídio em Erechim é de 98%, diferente de outras regiões que o número alcança médias de 5% a 8%. Para o capitão da Brigada Militar, Mauricio Paraboni Detoni, o número positivo das soluções de crimes se dá devido ao trabalho feito em parceira da Brigada Militar com a Defrec, que tem objetivos de diminuir a burocracia de início das investigações. " Em todos os crimes, os soldados que estão na rua procuram conversar com pessoas próximas, isolar área, coletar informações com testemunhas que são repassadas posteriormente para a Defrec e outros departamentos da Polícia Civil" destaca. 

Detoni, também comenta que este trabalho é algo inovador, importante e um diferencial, se comparado com outras partes do país. "Procuramos sempre conversar entre os órgãos de segurança, para auxiliar na rapidez dos trabalhos, deste modo quem ganha é a população que consegue perceber uma resposta mais rápida e efetiva ao crime" finaliza.

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