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Como transformar Erechim em uma Cidade Inteligente – Parte 1

Bom Dia inicia série de reportagens buscando mostrar que é possível Erechim se tornar uma "Smart City"

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Cidade inteligente
Por Salus Loch
Foto Divulgação

A partir de hoje, e todas as quintas-feiras ao longo das próximas quatro semanas, o Jornal Bom Dia publicará reportagens especiais sobre as ‘Cidades Inteligentes’. A proposta é trazer o tema à baila, mostrando que Erechim também pode chegar lá. É preciso, no entanto, entender o modelo – e começar, ao menos, a discuti-lo.

O conteúdo será produzido graças a materiais cedidos pelo Instituto Jaci Delazeri e pelo professor de Economia do Turismo da Fundação ITS-Universidade de Veneza, Romano Topan.

Mãos à obra!

 

Eixos principais de uma Cidade Inteligente (Smart City)

Definir um programa que orientará ações governamentais de Erechim para a próxima década não é fácil num mundo em evolução contínua e acelerada. No entanto, é urgente fazê-lo porque o município é chave para o Alto Uruguai e orientador do desenvolvimento regional.

Deve-se partir da premissa de que é possível tornar-se uma das cidades mais inovadoras e criativas do país, dando novo vigor às atividades econômicas e produtivas tradicionais.

Mas, como fazer isso?

O primeiro passo é adotar uma estratégia integrada às tecnologias digitais, com a criação de novas empresas em setores avançados. O sistema que inspira este modelo pode ser representado por seis elementos conectados por uma única direção.

Os seis eixos são:

1 – Economia (inovadora, criativa, concreta);

2 – Mobilidade (transporte sustentável, leve, com baixo impacto ambiental);

3 – Ambiente (preservação dos recursos naturais, paisagem urbana atraente, separação de resíduos, economia de energia, marcas de ecoturismo);

4 – Pessoas (capital social e humano, inclusão, solidariedade, trabalho em equipe em todos os lugares);

5 – Vida inteligente (estilo de vida orientado para o bem-estar (qualidade de vida), felicidade ‘valendo’ mais do que dinheiro, bens relacionais em vez de bens materiais);

6 – Governança (liderança competente, democracia generalizada, participação ativa, perspectiva ascendente, competência e integridade moral).

Para definir este programa, porém, é preciso considerar pontos fortes e fraquezas da cidade, observando oportunidades e obstáculos (análise Swot). Além disso, é preciso considerar recursos financeiros e humanos que possam ser explorados a fim de que os objetivos sejam atingidos.

 

O que são?

Cidades inteligentes são projetos nos quais determinado espaço urbano é palco de experiências de uso intensivo de tecnologias de comunicação e informação sensíveis ao contexto de gestão urbana e ação social dirigidos por dados. Tais projetos agregam três áreas principais: Internet das Coisas (objetos com capacidades infocomunicacionais avançadas); Big Data (processamento e análise de grandes quantidades de informações); Governança Algorítmica (gestão e planejamento com base em ações construídas por algoritmos aplicados à vida urbana).

O objetivo maior é criar condições de sustentabilidade, melhoria das condições de existência da população e fomentar a criação de uma economia criativa pela gestão baseada em análise de dados.

 

Significado da ideia

Smart City é uma nova perspectiva para o futuro das cidades – verdadeiro guia que se move no caminho da inclusão e da construção de uma sociedade sustentável, aberta, democrática e solidária.

O foco está na importância insubstituível do ‘capital humano’, do capital social, da chamada ‘economia de presente’. Tal abordagem é fundamental para a competitividade das cidades: ser ‘apenas’ uma cidade digital está longe de torna-la competitiva, eis que o fenômeno da divisão digital também aumenta – separando o ‘centro’ dos territórios circundantes e das comunidades rurais.

 

Palavras-chave

1 – Rede e criação de um sistema: A rede entre escolas e empresas, entre treinamento e trabalho pode ser fator de sucesso para iniciar o desenvolvimento em situações de incerteza e crise, promovendo a coesão e a participação dos atores do sistema urbano e territorial. É preciso, contudo, reinterpretar tais caminhos e encontrar um modelo inovador em termos práticos – onde a confiança deve imperar.

2 – Economia de valores intangíveis: Em 1941 os valores intangíveis totalizavam 17% da economia; hoje, ultrapassam 70%. Exemplos são: economia da felicidade; do presente; do serviço voluntário e do terceiro setor; da cultura; do conhecimento e criatividade; sociedade da informação e de acesso; e economia de experiências. A economia do turismo, por sua vez, é uma derivação das demais. Este novo modelo não fornece uma mera referência ao PIB, mas a fatores integrados de bem-estar e qualidade de vida, de valor agregado ligado à produção de conhecimento e experiência.

3 – Abertura de espaços de inovação e fábricas sem paredes: A cidade sempre foi, em seus melhores momentos, um modelo do local de construção. Foi assim, por exemplo, que nasceram as catedrais medievais. Hoje, as cidades inovadoras são Berlim, Bilbao, Santander, Valência, Luxemburgo (capital do país de mesmo nome), além de algumas cidades dinamarquesas e finlandesas. O local (site) de construção pode ser: a empresa (pequena, média, grande, mas no contexto de ‘rede’); laboratórios de estudos profissionais, pesquisa e inovação; administração pública; e, ainda, distritos de produção (cultura, turismo, alimentação). Os principais parceiros são: autoridades locais, atividades de produção, escolas de todos os níveis, serviços de emprego, sindicatos e terceiro setor.

 

Classificações

Em relação ao nível de tecnologia, as cidades podem ser separadas em quatro categorias: Digital City;  Intelligent City; Smart City; e, Ubiquitous City (o mais completo dos estágios).

 

O que vem por aí

Na próxima edição, o Bom Dia apresentará programas de desenvolvimento e inovação do setor produtivo da cidade a partir da criação de pequenas empresas (sobretudo com jovens); além de meios que visam assegurar a conexão entre a cidade e o campo. Até lá!

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