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Saúde

Reforço na luta contra o câncer

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Fé, coragem e amor embalam a luta de Ceci Antunes da Silva, que há três anos luta contra o câncer
Acelerador linear já foi testado – e funciona. Entrada em funcionamento depende de autorizações leg
Por Salus Loch
Foto Salus Loch

- Quando o Dr. Rafael disse que o tumor no cérebro havia sido totalmente retirado e não havia sequela, aquilo me deu nova energia para seguir vivendo. Para seguir acreditando e lutando.

A declaração é de Ceci Antunes da Silva, 49 anos, moradora de Estação e paciente do Hospital Santa Terezinha desde 2016, quando iniciou a luta contra um câncer de mama – que, depois, teve metástase no fígado, ossos e, mais recentemente, no cérebro – motivo pelo qual a ex-operadora de máquinas da BRF de Marau passou pelo procedimento cirúrgico acima no fim de 2018, sob os cuidados dos médicos Rafael Badalotti e Diego Dagostini.

Hoje, Ceci, que encerrou 10 sessões de radioterapia recentemente, vem a cada 21 dias a Erechim para seguir com seu tratamento quimioterápico, e não poupa elogios ao atendimento que recebe no Santa. ‘Sempre fui bem tratada aqui. O sorriso das enfermeiras e o interesse de todos, psicólogos e médicos me dá força para continuar. Desde o diagnóstico, sempre acreditei que venceria a doença. Com fé e o carinho da família e do pessoal do hospital, vou em frente’, pontua.

 

Nova Unacon

A boa notícia para Ceci e os pacientes dos mais de 85 municípios do Norte do RS que dependem dos serviços da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Santa Terezinha é que, depois de duas décadas, a estrutura receberá uma ‘casa nova’ nos próximos meses, possivelmente entre abril e maio, prevê o diretor do nosocômio, Helio Bianchi.

Para tanto, o dirigente espera a liberação da utilização do equipamento ‘acelerador linear’, vindo da Alemanha e que já está instalado, aguardando parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear e, posteriormente, da Vigilância Sanitária Estadual.

Paralelo, o Hospital lançou a licitação para contratar a(s) empresa(s) responsável pelo serviço de radioterapia, que ‘sairá’ das mãos da iniciativa privada, passando para o controle do Santa.

- A nova Unacon trará importantes ganhos aos pacientes e também ao hospital, pois poderemos ampliar serviços, além de gerarmos economia’, projeta Bianchi. Estima-se que o número de atendimentos na Radioterapia possa saltar de 60/mês para até 90/mês.

 

Como funciona a Unacon

O serviço é dividido em três áreas:

- Clínica (quimioterapia): que conta com o trabalho de quatro profissionais: três oncologistas clínicos e uma hemato oncologista.

- Radioterapia: estrutura terceirizada que passará aos cuidados do Santa Terezinha. Contará com equipe de médicos radiologistas (pelo menos dois), físicos e técnicos em radioterapia;

- Cirúrgica: atende diversidades especialidades, com dois urologistas, dois cirurgiões oncológicos, um proctologista e um cirurgião torácico.

 

Padrão Nacional

Com 17 anos de trabalho no hospital, a oncologista clínica Adriana Wilk observa que o serviço prestado pelo Santa é de excelência, não deixando a desejar a outras casas de saúde de *padrão nacional que oferecem serviços pelo SUS. ‘*O que fazemos na parte do tratamento oncológico efetivo, buscando o controle e a erradicação dos tumores, é muito bem feito e essencial À uma grande região do RS.

Porém, vamos além, primando também pelo aspecto social, buscando promover e facilitar a reinserção do paciente na cadeia de trabalho e na sociedade em geral’, diz a médica.

Sobre a nova Unacon, Adriana Wilk celebra, entre outros, o aspecto da humanização do atendimento, a partir da ampliação da área e conforto.

 

Mais de R$ 7,1 milhões de investimento

As obras de ampliação e reforma da Unacon iniciaram em outubro de 2013, tendo sido ‘recebidas provisoriamente’ em 16 de janeiro de 2019, conforme relatório da direção do hospital. A entrega definitiva está prevista para a próxima quinta-feira, 28.

São 2.504,98 m2 de área construída, distribuídos em três pavimentos. O investimento ultrapassa os R$ 7,1 milhões – sendo R$ 4,6 milhões do ministério da Saúde, R$ 984 mil de contrapartida do Santa Terezinha e R$ 1,5 milhão correspondente ao acelerador linear, numa doação do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Detalhe: em maio de 2016 a empresa vencedora da licitação e responsável pela obra abandonou o serviço. Em fevereiro de 2017 a segunda colocada no certame licitatório foi chamada para conclusão dos trabalhos.

 

Como a nova estrutura irá funcionar

- Radioterapia: térreo

- Oncologia clínica: 2º pavimento

- Ambulatório de Oncologia cirúrgica: 2º pavimento

- Farmácia Central e Farmácia de quimioterapia: 3º pavimento

- Subestação elétrica: anexa ao prédio da administração.

- A direção garante total observância da estrutura com as normativas de segurança do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária.

- A área atual da Unacon deverá receber ambulatórios de especialidades.

 

Números que impressionam. Indicadores 2018:

- Pacientes atendidos na radioterapia: 969

- Sessões de radioterapia: 70.937

- Número de atendimentos no serviço de quimioterapia: 12.473

- Sessões de quimioterapia: 12.692

- Cirurgias oncológicas realizadas: 1.013.

- Municípios atendidos: 85, distribuídos em três coordenadorias regionais de saúde: 11ª CRS – Erechim; 15ª CRS – Palmeiras das Missões; e 19ª CRS – Frederico Westphalen. População total: 600 mil.

- O RS tem 27 serviços credenciados pelo SUS para atendimento de pacientes oncológicos.

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