A gerente de uma loja de Erechim, que em redes sociais teria sido apontada como sendo autora do atropelamento que vitimou o cãozinho Preto, que vivia na Rua Torres Gonçalves, procurou a reportagem do jornal Bom Dia para contar que no momento do fato, já estava trabalhando e não teve participação no ocorrido.
Após o atropelamento ter sido divulgado em postagens nas redes sociais, o caso ganhou proporção e a mulher procurou a Delegacia de Polícia para registrar ocorrência devido a ameaças recebidas.
Conforme prints obtidos pela reportagem, usando um perfil fake, uma pessoa publicou mensagem dizendo para ela assumir determinadas responsabilidades no fato ou “talvez... a próxima atropelada seja você, ou até esfaqueada...”, citava uma parte do texto. A ameaça teria exposto ainda uma foto da filha pequena da mulher.
Segundo registro de ocorrência policial, a pessoa que atropelou o cachorro teria prestado socorro, pedindo a uma pessoa no local que chamasse o veterinário, que na sequência Preto recebeu atendimento e foi encaminhado para uma clínica. Já de acordo com notas fiscais passadas para a reportagem, a condutora do carro procurou a clínica e pagou as despesas decorrentes do atendimento ao cachorrinho.
Preto vivia há cerca de 16 anos na Rua Torres Gonçalves e era auxiliado coletivamente por moradores que se responsabilizavam pelas necessidades do animal.