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Preço do tomate atrai consumidores

De acordo com o proprietário de um supermercado de Erechim, Ademir Favero, o preço do quilo que chegou a R$ 8,00 na semana do Dia das Mães, já está em R$ 3,97

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Com a procura pelo produto se normalizando, os preços devem seguir reduzindo
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

Os consumidores que se assustaram com os preços do tomate longa vida nas últimas semanas, já podem incluí-lo na lista de compras, pois, desta vez, a notícia é boa: o valor está baixando. De acordo com o proprietário de um supermercado de Erechim, Ademir Favero, o preço do quilo que chegou a R$ 8,00 na semana do Dia das Mães, já está em R$ 3,97.
Para Favero, essa oscilação ocorre em função, principalmente, de dois fatores: climático e de procura. "É questão de momento, assim como os preços sobem, eles podem "cair" logo em seguida, já que temos que considerar a demanda pelo tomate, bem como, as interferências climáticas. Como tivemos um período chuvoso em todo território nacional, isso atrasou a colheita da nova safra", pontuou em entrevista à reportagem do Jornal Bom Dia. 
O valor mais baixo que já animou os consumidores, ainda pode sofrer reduções. "Ainda não chegou aos menores patamares, mas já caiu cerca de 50%, que é uma diminuição expressiva. Assim, a procura está se normalizando e a tendência é seguir reduzindo o valor", destacou Favero, lembrando também, que já chegou a vender o quilo do tomate por menos que dois reais, "não sabemos se chegará a esse preço que é mais acessível, mas atualmente o preço está bem razoável para o mercado", concluiu o proprietário. 

Clima e procura interferem nos valores 
Conforme com o gerente técnico das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa), Claiton Colzelo, com a aproximação do inverno, a safra gaúcha já está se encaminhando para a reta final. "Como o tomate pertence ao grupo de frutos, quando a temperatura começa a reduzir e chega o inverno, a produção vai cessando", pontuou. 
Com o clima mais frio, algumas regiões ainda prosseguem com a produção, como as cidades do Norte gaúcho. Contudo, Colzelo ressalta que a formação de geadas atrapalha o processo e a alternativa são estufas, "mas poucas regiões produzem com estufas e a colheita não é suficiente para suprir a demanda do Estado", reforçou. Portanto, o varejo do Rio Grande do Sul utiliza a produção do Sudeste, principal de São Paulo, para garantir o produto na fruteira dos gaúchos. 
Colzelo, avalia que a oscilação nos preços é resultado de questões climáticas e da procura e oferta do produto. "O tomate vem sofrendo como todas as outras hortaliças com o clima, pois ele interfere muito na produção. Neste momento, a tendência é diminuir os valores, no entanto, o Sudeste deve ter chuvas fortes e os preços poderão oscilar novamente. Outra questão que interfere é a procura dos consumidores pelo produto. Assim, em períodos específicos os preços podem "cair", geralmente nos primeiros dias úteis, quando os trabalhadores recebem seus salários, mas ao longo do mês as condições de compras vão diminuindo, então o preço subirá", argumentou. 
O técnico explicou ainda, que as análises de variações nos preços são feitas quando se observa um índice superior a 25% entre o período de uma semana, tanto para baixo quando para cima. "Comparando a terça-feira (14) para a última, dia 21, o tomate longa vida teve uma queda de 13.33%, reduzindo de R$ 3,75 para R$ 3,25 no Ceasa, já o varejo se comporta de uma maneira diferente para estabilizar os preços", concluiu Colzelo. 

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