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Erechim na contramão do País e sem estagnação

Cenário nacional aponta riscos no cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Contudo, em Erechim o horizonte é promissor

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O acesso ao ensino fundamental é o principal destaque do município
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Por Amanda Mendes
Foto ArquivoBD

As metas do Plano Nacional de Educação (PNE) estão sob risco de não serem atingidas no cenário nacional. Contudo, em Erechim o horizonte é promissor e já apresenta resultados expressivos, inclusive, com objetivos e metas avançadas. 

Um estudo produzido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação revela que cerca de 80% das metas estão estagnadas no país e estima que até 2024 (prazo estipulado pelo PNE) elas não serão atingidas. 

A 'Capital da Amizade' apresenta bons resultados na educação infantil, entre as crianças com idade de quatro a cinco anos e no ensino fundamental, se destacando também no cenário estadual. 

O objetivo das três primeiras metas é universalizar o acesso à educação básica e o impasse está sendo a primeira etapa da educação infantil, que contempla a população de zero a três anos e o ensino médio. No entanto, as expectativas são positivas e os órgãos responsáveis pela educação no município apontam que até o fim de 2024 as metas serão concluídas. 

 

"Educação é investimento"

Para a secretária municipal de Educação, Vanir Bombardelli, é preciso compreender os recursos para a área como investimentos. "Não podemos perder de vista a responsabilidade com o dinheiro público, mas a educação não pode ser encara como gastos e sim como investimentos. Desta forma, nosso esforço é equilibrar a demanda para cumprir a meta e não ser irresponsável com os recursos públicos", pontuou em entrevista ao Jornal Bom Dia. 

Vanir também comentou os dados já obtidos pelo município. "Nós estamos tentando universalizar o acesso à educação. A pré-escola já está muito avançada e o atendimento em creches ultrapassa a marca de 50%, com nossa iniciativa de ampliar as salas de aula para comportar mais estudantes, por exemplo", destacou. A pré-escola, com crianças de quatro a cinco anos está com 78,9% de atendimento, já a educação infantil, que atende de zero a três anos, está com 33,2% da meta concluída. 

Com relação as creches, a secretária declarou que as famílias que se inscreveram já estão quase todas com as matrículas concluídas e ainda está em curso um edital para contemplar mais crianças. "Estamos buscando cumprir a meta 1 até 2024. Mas nossa preocupação também é com a qualidade do ensino, pois o Brasil possui cerca de 11 milhões de analfabetos e Erechim está nesse universo, não com os mesmos índices, mas estamos potencializando a formação de professores, bem como, a meta que trata sobre a valorização profissional, nós estamos cumprindo a lei do piso nacional", argumentou Vanir. 

A meta 5 demonstra que as escolas de Erechim, tanto da rede estadual como municipal, possui defasagens, mesmo que discretas, com relação a alfabetização:

  • Indicador 5A - Estudantes com proficiência insuficiente em leitura: 6,4%
  • Indicador 5B - Estudantes com proficiência insuficiente em escrita: 10,3%
  • Indicador 5C - Estudantes com proficiência insuficiente em matemática: 27,7% 

 

Desta maneira, além da universalização do ensino, a secretária ressalta outros setores que despertam preocupação no município, como é o caso da inclusão. "A inclusão não se dá apenas com a presença da criança em sala de aula e na acessibilidade para o deslocamento, mas também na comunicação. Por isso estamos ofertando um curso de formação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Secretaria de Educação e já temos uma escola polo com o ensino de libras", concluiu. 

 

Ensino fundamental se destaca, mas o médio apresenta defasagens 

O ensino fundamental tem sido o destaque no município, estando bem próximo de atingir os 100% da população de 6 a 14 anos, mas ainda está encarando desafios com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Referencial Curricular Gaúcho. 

De acordo com a coordenadora pedagógica da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Katia Rossi, ainda que exista defasagens, depois dessa implementação elas poderão ser sanadas e o foco está sendo a implementação da BNCC e o Novo Ensino Médio. "Essa etapa de ensino é a nossa maior deficiência, mas já estamos com projetos pilotos e identificando através de pesquisas maneiras de melhorar a permanência do jovem nas escolas", ressaltou. 

Desta maneira, a rede de ensino estadual está desenvolvendo projetos pilotos para direcionar a implementação do novo ensino médio. Nos municípios de abrangência da 15ª CRE, são dez escolas: Escola Estadual Érico Veríssimo (Erechim) e Colégio Estadual Haidée Tedesco Reali (Erechim) e em instituições de Jacutinga, Erval Grande, Estação, Aratiba, Marcelino Ramos, Gaurama, Três Arroios e Sananduva. "O objetivo desse projeto é perceber os interesses dos estudantes, já que as novas propostas pedagógicas propõem ensino itinerantes e por área de conhecimento, por exemplo. Assim, neste ano estamos na fase de reestruturação para que em 2020 seja implantada essa sistemática nessas escolas e que possamos ampliar em 2021", concluiu Katia. 

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