O anúncio da vinda da Havan para Erechim suscitou debates dos mais variados, com pontos de vista distintos. O que motivou matérias no Jornal Bom Dia e nas colunas em função de centenas de comentários.
Nem contra, muito menos a favor
O médico Alcides Mandelli Stumpf, tece algumas considerações sobre esse anúncio: “Quanto a vinda da Havan para Erechim, não sou nem contra, ou muito menos a favor. Seria mais ou menos como me posicionar quanto a queda da temperatura no inverno ou calor no verão”.
A importância dos comerciantes locais
Para ele, a alegação da criação de 150 empregos não o comove: “Quem há 100 anos vem garantindo emprego e renda no comércio de Erechim são os nossos próprios comerciantes locais, pequenos em sua maioria, que aqui investem, aqui arriscam e aqui aplicam o resultado dos seus negócios, garantindo outras centenas e milhares de empregos em outros ramos, como a construção civil e serviços”.
O comércio intermedia as riquezas
De acordo com Stumpf se o anúncio fosse a vinda de uma indústria a conversa seria bem diferente: “Indústria além de gerar empregos “novos” gera renda e riqueza. O comércio e serviços, de certa forma, intermediam essas riquezas. A indústria e a agricultura criam riquezas”.
Como estimular o crescimento com pessoas daqui?
Acha relevante nesse debate, o que considera esquecido: “a possibilidade de juntos, estimularmos o crescimento local com as pessoas daqui. Criar oportunidade para o desenvolvimento de novas ideias e, se possível, transformar as boas ideias em novos empreendimentos que enriqueçam a todos os moradores da região, direta ou indiretamente”.
Quando não é considerado crucial
A vinda da Havan não é considerada crucial por Alcides: “Melhorar atendimento, investir no capital intelectual de nossa cidade, propiciar melhorias de talento, isso sim pode mudar a nossa história. O resto são incidentes que assim como aparecem desaparecem. E no fim não deixam nada”, encerra o médico.