Aos 28 anos de existência, as marcas da empresa são as potencialidades do empreendedorismo e o rápido crescimento
Da visão empreendedora de José Carlos Weschenfelder, a partir da demanda de pequenos produtores rurais da região Alto Uruguai e vendo as cooperativas de produção como potenciais clientes, nasce em 1988 a Olfar. Instalada em um prédio alugado na Rua Germano Hoffmann, a empresa estava voltada incialmente para a industrialização da soja com a produção de óleo vegetal e farelo.
José reativou as antigas instalações da Ovel, uma pioneira na produção de óleos vegetais que existia na cidade. Negócio de família, além de José Carlos, atualmente entre os componentes da diretoria, estão os filhos Guilherme e Samile. Formado em Comércio Exterior, Guilherme é vice-presidente e diretor comercial e atua na empresa desde 1998. Já Samile, formada em Direito - tinha pretensão de ser juíza - é diretora de administração e finanças, e iniciou na Olfar em 2001.
Os planos de Samile foram modificados devido ao crescimento significativo e demanda da empresa. “A empresa tem um potencial de crescimento, é da família, então entendemos que precisávamos estar juntos. A empresa escolheu e precisou de nós. Hoje, eu não enxergo a possibilidade de não dar continuidade e garantir a perpetuidade da Olfar”, observa a diretora.
Com a matriz instalada nas margens da BR 153 desde 2004, a indústria de óleos vegetais produz duas mil toneladas de esmagamento de soja por dia. Mas, muita soja foi escoada pelo caminho devido a dificuldades logísticas da antiga instalação. “Nós vimos que para manter-se no mercado, precisávamos mudar nosso parque industrial”, explica Guilherme.
O máximo produzido no antigo parque industrial da empresa era de 90 toneladas de esmagamento de soja por dia. Ainda, no centro da cidade, a Olfar enfrentava problemas com a vizinhança por ruídos e fluxo de caminhões, por lidar com grãos. “No início tínhamos um problema estrutural, uma vez que, a industrialização dos grãos era defasada. Era um processo desatualizado que não dava os rendimentos necessários”, pontua o vice-presidente.
A partir das dificuldades, o crescimento rápido
A partir das dificuldades produtivas veio a percepção da necessidade de ampliação. “Na antiga instalação, pagávamos aluguel. Então compramos o terreno – onde hoje está localizada a matriz – e construímos os silos. Era uma unidade de recebimento. Os grãos ainda eram levados ao centro para industrializar”, narra Samile.
“Depois dos silos, começamos a montar a indústria aos poucos devido a questões financeiras. Veio o pavilhão de farelos, a preparação, e a extração até que conseguimos inaugurar a planta completa. Inauguramos a indústria com uma produção de 300 toneladas de esmagamento de soja por dia. Passamos para 600 toneladas por dia. Foi um crescimento rápido”, acrescenta Guilherme.
Responsabilidade com os funcionários
Com aproximadamente 450 funcionários, os irmãos Weschenfelder acreditam que buscando satisfação e bem-estar das pessoas que trabalham na empresa, os resultados da Olfar sempre serão melhores. “Com os funcionários, trabalhamos dentro de um programa de desenvolvimento e gestão de pessoas. Temos uma preocupação em acompanhar eles”, relata a diretora.
“Para nós essa aproximação entre gestores e funcionários, é muito importante. Acreditamos que a empresa depende do trabalho de todos e o respeito às pessoas é um dos valores da Olfar”, completa o vice-presidente.
A Olfar
No segmento de alimento e energia, a empresa é uma das maiores do país no setor da industrialização de óleos vegetais, produção de biodiesel e refino de glicerina. Ainda é uma das principais traders (comércio) de grãos. A Olfar atende o mercado nacional e internacional, exportando para países da Europa, Ásia, América Latina e América do Norte.
O recebimento de grãos na Olfar é realizado através de uma rede de unidades planejadas e localizadas no norte e nordeste do Rio Grande do Sul. São 52 pontos de recebimento situados estrategicamente que permitem o escoamento da produção e agilizam a entrega da matéria-prima na indústria.
Ao total 80% da produção das oleaginosas produzidas na região do Alto Uruguai são comercializadas pela Olfar, que possui uma capacidade estática de recebimento e armazenagem de grãos de 460.045 toneladas.
Empresa sólida
A empresa é sólida e há uma responsabilidade de gestão, de acordo com os diretores. “Essa crise que o país está vivendo, nós também sentimos no setor. Porém, o modo com que a Olfar encara o mercado e busca o crescimento é muito responsável e a gente tem um cuidado para que as coisas externas não nos afetem ou afetem o mínimo possível”, garente Guilherme Weschenfelder.