Um sonho que se concretizou e está sendo compartilhado com mais de 90 mulheres, no Bairro Progresso em Erechim. A paixão de Simone Picolli pela dança motivou o projeto "No ritmo da vida, resgatando sonhos" que desenvolve atividades desde 2014.
De acordo com a idealizadora, é um projeto com aulas de dança direcionadas às mulheres com idade a partir de 12 anos. "Eu sempre fui apaixonada por essa expressão artística e em 2013 consegui mobilizar cerca de 120 pessoas e contratamos uma professora", contou Simone à reportagem do Jornal Bom Dia.
Neste ano, para atingir mais mulheres, as organizadoras inscreveram a ação no edital "Erechim 100 anos de cultura", que viabilizou o financiamento da Secretaria Estadual de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer por meio do Pró-cultura/RS e do Fundo de Apoio as Artes e Cultura de Erechim (Faace). Com os recursos, as aulas passaram a ser totalmente gratuitas, além de conseguirem contratar mais uma professora e aumentar a quantidade de aulas semanais. "Antes do apoio municipal o projeto seguia o calendário com recursos das participantes ou fazíamos ações como jantas, almoços e rifas para arrecadar dinheiro. No começo nós tivemos muitas dificuldades que ultrapassavam a falta de recursos, por exemplo a contratação da professora", pontuou Simone.
São aulas de todos os ritmos musicais, mas o objetivo transcende o aprendizado da arte. "A finalidade não é que elas possam se tornar bailarinas, mas ter momentos de descontração, lazer, entretenimento e inspirar outras mulheres", concluiu.
As atividades ocorrem no Ginásio Municipal Dom João Hoffmann em três dias: segunda e quinta-feira das 18h às 19h e aos sábados entre 17h e 18h. As mulheres que querem se somar ao grupo precisa realizar uma aula experimental que não precisa ter agendamento e, na segunda visita a inscrição é feita no ginásio.
Descontração e bem-estar
Para Leila Cavaleiro, de 33 anos, que participa desde 2014 das atividades, o projeto representa descontração. "É um momento muito nosso, esquecemos os problemas, nos divertimos e passa o estresse do cotidiano. Com o recurso do edital, só melhorou, pois agora outras mulheres têm oportunidade de participar e, além disso, as organizadoras puderam contratar outra professora e isso incentiva outras pessoas, considerando que é gratuito", relatou à reportagem.
Neste sentido, a Noeli Bellini, de 47 anos, argumenta que muitas vezes outras mulheres queriam participar, mas por situações financeiras não conseguiam. "Nós dividíamos o valor pago à professora, mas agora com as aulas gratuitas, todas aquelas que queriam e não podiam, conseguem. Eu participo há três anos e faz muita diferença em minha rotina, é uma questão de saúde. Então, para nós é perfeito, não falto à aula e sempre recomendo para minhas vizinhas".
A aluna Marli Maria Bombassaro, de 68 anos, também participa há três anos e já sente a diferença em sua rotina. "Eu gosto muito, só falto em casos bem esporádicos, porque me sinto muito bem com essas aulas e agora que temos duas professoras, estou indo três vezes por semana".