Teve início mais um Acampamento Farroupilha em Erechim. Até o próximo domingo (22) milhares de pessoas passarão pelos galpões distribuídos ao longo do Parque da Accie a fim de cultuar a tradição gaudéria (pilchados, ou não); encontrar amigos; contar ‘causos’; comer uma bela boia; tomar uns tragos e, quiçá – enquanto fazem tudo isso -, fumar um cigarro (convencional) ou o velho palheiro.
Foi pensando nesse último grupo, o dos fumantes, que o CTG Recanto do Quero-Quero, além de apoiar a campanha ‘Lixo Zero’ proposta pela organização do Acampamento, resolveu inovar trazendo a campanha ‘Bituca Zero’, a partir da instalação de um ‘bitucário’ com a proposta de conscientizar acampados e fumantes para não jogar bitucas pelo chão.
Quem explica a ideia é a estudante de Filosofia da UFFS, Liciane Demoliner, que chama a atenção para o fato de que muitos não veem mal em jogar uma ‘simples bituca’ de cigarro no chão. ‘Quem pensa que bituca não é lixo e não causa danos à natureza está muito enganado. A bituca de cigarro é lixo, sim! E um dos mais poluidores da natureza’, observa a jovem.
Segundo estudos, uma bituca leva de dois a 15 anos para se decompor e danifica o meio ambiente com diversos componentes químicos, prejudicando o solo e os lençóis freáticos, entupindo esgotos e bueiros, além de matar animais e micro-organismos, poluir e tirar o oxigênio da água. Além disso, Liciane esclarece que as ‘bituquinhas’ são as maiores causadoras de incêndios em vegetações secas e incêndios domésticos.
Outras utilidades
# As bitucas são recicláveis e podem se tornar adubo através de um processo bastante parecido com a compostagem de resíduos orgânicos.
# De igual modo, podem ainda virar artesanatos, papel ou tecido para fabricação de roupas.