O projeto de educação olímpica da Escola Básica da URI transcende a prática esportiva e visa, sobretudo, intensificar os valores de respeito, amizade e excelência, por meio de ações sociais realizadas no ambiente escolar e com entidades da comunidade. Em 2013, a iniciativa rendeu à escola o selo de Pierre de Coubertin pelo Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin, tornando-se a única instituição brasileira certificada e, à época, a primeira da América do Sul.
Neste ano, entre os dias 24 a 31 de agosto, com uma delegação composta por quatro estudantes, pela terceira vez consecutiva, a Escola participou do Fórum Internacional da Juventude Pierre de Coubertin, na França, evento que é bianual.
Para o professor da escola, Edenir Serafini, que é um dos responsáveis pelo projeto na URI, o evento permite colocar em prática os princípios olímpicos, além de oportunizar intercâmbio cultural entre os participantes. “A importância desse Fórum é imensurável, considerando que ele demonstra como a educação olímpica é muito maior do que possamos imaginar, não envolve apenas a prática de esportes, mas desenvolve nos estudantes a dimensão social com atividades voluntárias, inserindo e acolhendo o outro como parte da comunidade”.
Serafini afirmou, ainda, que o selo foi o reconhecimento “pelo nosso trabalho em educação olímpica, que já era realizado há muitos anos. A partir desse selo, passamos a representar nosso município, Estado e País”
Para participarem, os alunos passaram por uma seletiva que iniciou em 2018. Entre os requisitos, era necessário ter 14 a 16 anos de idade, domínio da Língua Inglesa e realizar um memorial descritivo sobre envolvimento individual com atividades comunitárias, bem como, uma avaliação teórica sobre Pierre de Coubertin, conhecido como o “pai das Olimpíadas”.
Além do amor pelo esporte e a viagem partilhada entre os quatros, em comum, os alunos ainda carregam a sensação de que a experiência foi única. “Eu agradeço muito à minha escola por ter proporcionado esse momento que foi ímpar, repleto de aprendizados, considerando que consegui me comunicar com pessoas do mundo inteiro e são coisas que vou levar para o resto da minha vida”, contou Rafaela Dunk, de 17 anos.
Da mesma maneira, Enzo Bonassi de 16 anos conta como foi singular participar desse evento. “Foi uma experiência incrível, diferente de qualquer outra que possamos ter ao longo de nossas vidas”. Para Gabriela Miotto Mustefaga de 16 anos, a viagem foi inesquecível. “Fantástica! Consegui conhecer diversas culturas diferentes e não irei esquecer nenhum detalhe dos dias que passamos no evento”.
Naiane Rigo de 16 anos destaca que a oportunidade foi essencial para seu enriquecimento cultural. “Foi uma experiência inesquecível e acho que nenhum de nós acreditávamos que teríamos um dia, afinal tinha pessoas de diversos lugares do mundo, além de termos tido a oportunidade de praticar novos esportes. Todos esses momentos ficaram guardados em minha memória”.
Conforme o diretor da Escola, Alan José Bresolin os conhecimentos obtidos não se encerram com o evento, muito menos com a delegação que participou. “É realmente uma experiência única para quem participa, mas o legado que fica para toda a comunidade e para os próximos alunos é o principal. Temos uma caminhada de incentivo com ações voluntárias na escola e na comunidade e isso também é um grande estímulo ao empoderamento estudantil”.
A URI já participou do Fórum na Eslováquia em 2015, na Estônia em 2017 e deverá ir em 2021, que será sediado no Chipre.