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“O novo Plano Diretor apresenta grandes melhorias, mas ainda deixa lacunas em aberto que precisam ser melhor avaliadas”, afirma Fernando Stachelski que é Engenheiro Civil

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“Pergunte ao seu vizinho se ele ficaria satisfeito com um arranha-céu acabando com a iluminação sola
Fernando Stachelski
Por Rodrigo Finardi
Foto Fernando Genro e Arquivo pessoal

Para o Engenheiro Civil e empresário do ramo hoteleiro, Fernando Stachelski, o atual plano diretor está defasado e era necessário uma atualização. O novo plano que está sendo analisado na Câmara de Vereadores (deve ser votado na próxima segunda-feira, 14) irá viabilizar novos projetos: “consequentemente ajudará a aquecer a economia, já que a construção civil é um dos balizadores de progresso de uma cidade. Porém, todas essas alterações podem ao invés de resolver um problema, estar criando outros.

O profissional cita exemplos: “ouço muito de outros técnicos que na área central deveria ficar a critério do construtor o número de andares, mas eu discordo. Não estamos preparados para isso, não possuímos infraestrutura necessária básica. Basta vermos que não possuímos nem sistema de tratamento de esgotos e isso se tornaria um grave problema para a nossa cidade”.

Cita que a liberação de 20 andares atingiria em partes os anseios das empresas de construção civil: “precisamos ter uma dose de responsabilidade. Pergunte ao seu vizinho se ele ficaria satisfeito com um arranha-céu acabando com a iluminação solar do seu prédio”, questiona Stachelski 

Um dos temas que Stachelski elenca como preocupante é a desobrigação de fazer garagens em prédios residenciais e comerciais: “ hoje é impensável algo do gênero, seria interessante rever essa parte”.

Em relação as tipificações de indústrias, Stachelski entende que deve haver um estudo mais amplo e detalhado a respeito do assunto: “as indústrias são classificadas com maior potencial poluidora em função da metragem quadrada que ela tem, porém, muitas vezes uma indústria de fundo de quintal gera muito mais poluição”.

Destaca também que está apreensivo em relação a lei de impacto de vizinhança, que precisa ser debatida com a sociedade e principalmente com pessoas competentes para saber o real funcionamento dela. “O projeto de lei me parece muito supérfluo, necessitando ser mais embasado e especifico para nossa cidade. Parece-me que estão sendo usada leis de outras cidades como parâmetro e ignorando situações típicas do município. É preciso muito estudo antes de aplicarmos essa lei”, relata o Engenheiro.

Quando perguntado sobre o serviço prestado pela prefeitura de Erechim, principalmente do setor de análise de projetos, Stachelski é taxativo: “Faltam pessoas. São poucos profissionais para muitos processos. Pela experiência que tenho, grande parte da demora de aprovação em projetos encaminhados a secretaria de Obras, a culpa é dos profissionais, que muitas vezes encaminham em desacordo com o Plano Diretor ou documentação incompleta. Porém, entendo que é preciso facilitar os meios de aprovação, ainda tem muita burocracia. Vejo com bons olhos o Projefácil implantado pelo Executivo erechinense, mas precisa ser mais amplo e aprimorado”, finaliza.

 

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