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Feira do Livro: “É um desafio constante manter viva a paixão pela literatura”

O evento que já deixa saudades, encerrou no início da noite de domingo (10), e agora a organização começa planejar a edição de 2020

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Encerramento da 21ª edição da Feira do Livro ocorreu no início da tarde de domingo (10)
A solenidade de encerramento contou com a presença do homenageado e patrono deste ano, bem como, rep
Participação de crianças, escolas municipais e estaduais, chamou a atenção do patrono, José Adelar O
Por Amanda Mendes
Foto Kaliandra Alves Dias

Seis dias para vivenciar cultura e literatura. Assim foi a última semana na Capital da Amizade, com a realização da 21ª Feira do Livro, que neste ano teve como tema “Comunicação: partilha de relação e saberes”. O evento que já deixa saudades, encerrou no início da noite de domingo (10), e agora a organização começa planejar a edição de 2020. 

A solenidade de encerramento contou com a presença do homenageado e patrono deste ano, padre Antoninho Antoninho Valentini Neto e José Adelar Ody, respectivamente, bem como, representantes do poder Executivo e Legislativo de Erechim e da presidente da Academia Erechinense de Letras (AEL), Elcemina Lúcia Balvedi Pagliosa. 

Para o padre Antoninho, esse evento possuí uma importância imensurável. “Finalizamos a Feira com um sorriso de quem se sente gratificado por observar como foi bem desenvolvida e aproveitada pelo público. Sinto-me, ainda, grato pelo convite nessa edição e, estendo essa homenagem à Catedral São José, que celebrou em agosto seu primeiro centenário”, comentou. E, acrescentou, “sempre procurei me municiar de livros e penso que devemos valorizá-los cada vez mais, pois cultivar o hábito da leitura exercita o pensamento, o raciocínio e amplia nossa cultura. Essa semana foi a prova disso, tivemos dias incríveis proporcionados pela comunicação como partilha de relações e de saberes, então, acredito que devemos seguir participando das próximas edições e, sobretudo, ter o livro sempre presente”.

O patrono ressaltou a ne
cessidade de já iniciar o planejamento da próxima Feira. “Esse domingo (10), marca o fim de uma festa, mas também o começo de outra. Com isso, quero aproveitar esse momento para sugerir que essa edição seja um divisor de águas na questão da escolha do local, penso que é fundamental termos uma sede definitiva”, argumentou Ody em seu discurso de encerramento.

Para o prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, a Feira se destaca pela capacidade que ela tem em despertar sentimentos nas pessoas. “O sucesso de um evento não é avaliado somente pelo número de pessoas que participam, mas pela intensidade com que toca nossos corações”. Na oportunidade também afirmou que no próximo ano a sede da antiga EMA, localizada na Avenida Sete de Setembro, será novamente o local da Feira.

Avaliação

Com avaliação positiva, o evento surpreendeu as expectativas. “Já participei de inúmeras Feiras, mas na condição de patrono, passamos a ter um olhar diferente, pois participamos do máximo de atividades possíveis e isso molda um sentimento de como verdadeiramente o evento está sendo desenvolvido. Conversei com livreiros e, de forma unanime, elogiaram tanto a dimensão de vendas quanto pela oportunidade de divulgarem seus materiais. O local também foi destaque na observação deles, considerando que todos poderiam ficar tranquilos com os livros seguros e em um local fechado”, contou Ody à reportagem do Jornal Bom Dia.

A participação de crianças, escolas municipais e estaduais, assim como, famílias, chamou a atenção do patrono. “Neste sentido, o local auxiliou em trazer segurança aos estudantes, pois eles desembarcavam na porta de entrada, deixando os professores despreocupados. No entanto, acredito que deveria ter tido uma presença mais significativa de universidades e instituições de educação básica particulares. Afinal, se a escola é um espaço de difusão da pesquisa, do conhecimento, e, por conseguinte, da cultura, acho que a feira partilha esse propósito”, complementou. 

Para o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Leandro Basso, o principal objetivo, ou seja, promover a partilha de conhecimentos, foi atingido. “Agora, o desafio constante é manter viva a paixão pela literatura e pelo hábito da leitura. Estamos felizes com o resultado, cerca de seis mil pessoas passaram pela Feira, as atividades e palestras registram número expressivo de público, mas claro, sempre ficamos com o sentimento que poderia ser melhor aproveitado pela população”, afirmou.

A programação contou com mais de 15 atividades voltadas ao público infantil e escolar e mais de 30 para os adultos, além de sessão de autógrafos, lançamento de livros, exposições, inserções poéticas e mateada.

Expositores registram aumento nas vendas

De acordo com Basso, os índices de vendas subiram de 10 para 20% com relação a edição de 2018. “Alguns livreiros estavam participando pela primeira vez, portanto, não poderiam fazer um comparativo”, concluiu. Neste ano, a Feira contou com 10 expositores.

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