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Coletivo aposta no hip-hop para expressar anseios da juventude

No sábado (25), o grupo “Cultivando” promoveu um evento na Praça Daltro Filho com diversas apresentações culturais

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No sábado (25), o grupo “Cultivando” promoveu um evento na Praça Daltro Filho com diversas apresenta
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

A música como alternativa para transformações sociais: essa é a estratégia do coletivo “Cultivamente”, que há quase dois anos promove diversos eventos em Erechim. O último ocorreu na tarde de sábado (25), na Praça Daltro Filho. 
Conforme Lilian Yasmin Braga, membro fundadora do coletivo, esses encontros abordam temas presentes no cotidiano da juventude periférica, por meio de palestras e ações culturais. “No sábado tivemos apresentações de grupos que tocam músicas locais, além de declamação de poesias autorais, debates de temas como o uso de preservativos e campanhas para desincentivar o consumo de drogas, batalhas de rimas com temas sugeridos pelo público e também com assuntos livres, bem como, tivemos espaço para organizar os próximos eventos do coletivo”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

Lilian, acrescenta ainda, que os temas debatidos nas batalhas de rimas foram saúde pública e diversidade cultural. “A batalha livre premiou os dois vencedores”. 

O potencial da poesia e do hip-hop

Conforme a fundadora do coletivo, o hip-hop representa um gênero musical marcado pela resistência. “É um dos mais difundidos do mundo, presente em muitos países como símbolo de luta da juventude. Esse estilo une diversos elementos, um deles é o conhecimento, portanto, visa traduzir os interesses da juventude, bem como, inseri-la socialmente. Isso acontece porque é um movimento protagonizado pelos jovens”. 

Da mesma maneira, Lilian acredita que a poesia tem importância semelhante ao hip-hop para viabilizar uma vida melhor aos jovens. “Essas duas expressões artísticas são ferramentas de transformação social, a partir do momento que a juventude se interessa em fazer parte de algo cultural e que se identifica com aquilo, ou seja, o jovem sairá do ócio, se sentindo como parte de algo que muda a sociedade para melhor”, argumentou.

Sobre o “Cultivamente”

Esse é o segundo ano de atuação do coletivo. “Ele é espaço para fazer diversos eventos, desde competição de poesias à feiras culturais com artesanatos e apresentações de dança, músicas, etc. Sobretudo, buscamos estimular debates, palestras e exposições de filmes para a comunidade e, principalmente, à juventude. Além disso, quando realizamos os eventos, temos todo o cuidado possível na ocupação dos espaços públicos, afinal, a questão ambiental também é uma de nossas bandeiras”, concluiu.

 

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