Moradores revindicam mais segurança na travessia BR 153
Assim como em outras cidades gaúchas e brasileiras a realidade em Erechim é bem parecida quando o assunto é a falta de segurança para pedestres. Quem precisa se deslocar entre os bairros próximos da BR 153, em toda extensão da área urbana, enfrenta a rotina de insegurança e medo entre caminhões, carretas, carros leves e motos. Em aproximadamente dez quilômetros de extensão existe apenas uma passarela localizada na entrada do Bairro Progresso e não há indícios de locais indicados para travessia de pessoas, apenas veículos.
A situação mais preocupante fica entre os bairros Atlântico e Parque Lívia, perímetros que juntos somam aproximadamente 15 mil moradores. A maioria é formada por trabalhadores que se deslocam em direção ao distrito industrial.
O presidente da Associação de Moradores do Bairro do Parque Lívia, Jorge Armando Biesek, destaca que a solicitação para construção de uma passarela ou de um túnel, próxima ao trevo do Bairro Atlântico, é uma reivindicação antiga da comunidade. "Há muito tempo estamos solicitando a instalação, até mesmo por que existe uma grande circulação de pedestres naquele local, sendo muito arriscado cruzar a rodovia pela falta de segurança", destaca.
Segundo o responsável pelo Posto da Polícia Rodoviária Federal em Erechim (PRF), Regivaldo Tonon, diariamente circulam pela rodovia cerca de três mil veículos. O policial não acredita na instalação de uma passarela naquela região, isso por que o índice de atropelamentos neste trecho é muito pequeno. "O DNIT leva em consideração isso. Acredito que a colocação de uma lombada eletrônica resolva o problema de controle de velocidade", destaca.
A reportagem do Jornal Bom Dia manteve contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNTI), responsável pela BR 153. Até o fechamento desta edição o órgão não se manifestou sobre o assunto.