No decreto de calamidade pública, assinado pelo prefeito de Erechim, Luiz Schmidt, chamou de idiota quem dissemina fakenews. Tal declaração, fez com que eu lembrasse do escritor italiano Umberto Eco.
Na coletiva de imprensa sobre o decreto de calamidade pública, o prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, fez duras críticas às fakenews, nesse momento onde todo mundo está aprendendo com o coronavírus. Chamou quem dissemina este tipo de notícia, de ‘idiotas’.
E nesse gancho do prefeito, onde muitos criticam o papel da imprensa diariamente, gostaria de tecer alguns comentários.
Imprensa é serviço essencial
No decreto de calamidade pública, de Erechim, e de outros municípios, e estados, a imprensa é considerada como serviço essencial. Sendo essencial, ela passa a ser, junto com outros serviços, fundamental nesse momento de incerteza generalizada.
Pior que fakenews, são as matérias distorcidas
Li muita coisa nos últimos dias, não apenas fakenews, mas coisas muito piores. As notícias distorcidas são mais nocivas ainda. Informações manipuladas pelo interesse de alguns, ou de grupos. Pessoas que pensam apenas no seu umbigo.
Prática nefasta, que se agrava
Esta prática nefasta, se agrava quando pessoas providas de um intelecto mais generoso, compartilham essas notícias, pois gostariam que assim fosse. E não é apenas com relação ao coronavírus. Principalmente no mundo político.
Das cartas anônimas para as redes sociais
Recentemente conversando com um cidadão experimentado, que trabalha há pelo menos 30 anos nesse mundo, me relatou que o que está acontecendo hoje, não é nada diferente do que acontecia quando não tinha internet. As cartas anônimas, as mentiras disseminadas em determinados grupos para chegarem a todos como verdades absolutas, foram substituídas por um computador, no aconchego do lar.
Manter o ‘status quo’
Os novos tempos são desafiadores. Mas serve, principalmente para conhecermos as pessoas. Se são do bem ou não. Se querem apenas manter seu ‘status quo’.
Voz a uma legião de pessoas
O escritor italiano Umberto Eco, antes de sua morte disse que as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis. Isso foi em 2015: "O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade". Eco falou isso no dia 10 de junho em Turim, na Itália.
‘Espertalhões’ migraram para as redes
Diante dessa colocação do escritor, e falando de hoje, época onde os ‘espertalhões’ migraram para a internet, temos que saber fazer o filtro, buscar informação de fontes confiáveis e jamais, compartilhar mentiras.
Lamentável
E tenho certeza que, muita gente que usa desse artifício, de compartilhar mentiras, irá ler esse texto, concordará e irá acusar outros, tamanho o envolvimento que tem com práticas desse tipo ao seu tempo de vida. Lamentável.