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Solidariedade e oportunidade na confecção de máscaras

Erechinenses estão produzindo com tecido para uso pessoal, de familiares e para doações

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Chris Muller
Uso de máscara em crianças está crescendo em Erechim
Fernanda Zdonek foi presenteada pela mãe, Dalvacir
Carmen Lucia Paganela
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

A necessidade de se prevenir do novo coronavírus está mobilizando os erechinenses na confecção de máscaras. A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta o uso de máscaras durante a pandemia da covid-19. E, por isso, muitas pessoas estão produzindo em casa.

Esse é o caso da aposentada Chris Muller, que, sem encontrar em farmácias, decidiu confeccionar máscaras de tecido. “Quando percebi a necessidade de proteção, a escassez do produto, e o caráter sustentável da máscara de tecido (já que pode ser reutilizada, observando os cuidados de higiene), optei por produzir para minha proteção e de meus amigos e familiares”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

O cuidado com a família também foi uma preocupação da produtora rural, Dalvacir Zdonek, que confeccionou cerca de 30 máscaras para proteger seus familiares.

As irmãs Isabeli e Angelina Moretto também foram presenteadas com máscaras de tecido produzidas pela avó. 

Comercialização e solidariedade

Ainda, Chris ampliou a produção e estendeu para comercialização. “Percebi que muitas pessoas não conseguem adquirir a máscara ou não podem confeccionar, então acabei oferecendo para venda. Vendo a R$ 5,00 para complementar a renda familiar, mas também faço doação para àqueles que estão em situação de vulnerabilidade social. As máscaras são confeccionadas em tecido 100% algodão, em dois modelos, quadrada e bico de pato, e tem custo médio de produção de R$ 3,50. Acredito que nesse momento o mais importante é a proteção de todos”.

O sentimento de solidariedade também mobilizou a erechinense, Carmen Lucia Paganela, que atualmente mora em Balneário Camboriú. “Comecei a confeccionar as máscaras logo que começou a quarentena, com o objetivo de doá-las para grupos de alto risco: idosos, doentes crônicos, fisioterapeutas, e também aos meus familiares”.

Carmen participa, ainda, de campanhas de arrecadação de cestas básicas. “Acredito que enquanto tivermos o privilégio de uma vida saudável, sem o sofrimento sobre a dúvida do amanhã, além da tristeza de impotência frente a um inimigo que nos ameaça, sem bombas, nem ruídos, nem combatentes em marcha, devemos sim ser solidários e amar mais do que jamais amamos”.

Produção segue orientações da OMS

Conforme Carmen, a produção das máscaras segue as orientações da OMS. “São duas camadas de tecidos em algodão pregueadas e com elástico para sustentação nas orelhas. O custo de produzi-las gira em torno de R$ 3,00”.

Uso também é recomendado em crianças e jovens

O uso das máscaras tem se tornado comum entre crianças, adolescentes e adultos. Com diversos modelos, a moda está virando sensação e, por mais que esse público não seja grupo de risco, há recomendações médicas sobre a utilização de máscaras para evitar a transmissão do vírus.

A informação é do pediatra Alcides Stumpf. “Segundo estudos, as crianças e jovens podem ser portadores assintomáticas do coronavírus, ou seja, eles podem estar com o vírus, mas não apresentar sintomas da doença, e assim, transmitir para outras pessoas, sem nem saber que estavam contaminados. Portanto, os pais que entendem que a pandemia é um problema de todos, estão colaborando muito com a saúde da comunidade, fazendo com que seus filhos usem máscaras”.

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