Na coluna Pente Fino de ontem (19), escrevi sobre o Sistema de Distanciamento Controlado, que está sendo adotado pela prefeitura de Erechim, desde sexta-feira (15). Falei como funciona na prática. Recebi a informação que alguns secretários municipais, que são quem definem as escalas de trabalho, não estariam cumprindo o que determina a ordem de serviço assinada pelo prefeito Luiz Francisco Schmidt.
Exemplos que inviabilizam o distanciamento
Procurei o prefeito, com relação a isso, que afirmou que nada podemos duvidar e citou exemplos, que inviabilizam a possibilidade do distanciamento controlado: “Colocação de tubos de esgoto. Dois carregam o tubo que tem exato 1 metro de comprimento. Como manter os dois metros. O distanciamento é para ser cumprido por todos”.
Aulas: retorno indefinido
Nesta mesma linha, falou também sobre a educação: “Por isso não sei quando voltam as aulas. Professor vai até a classe do aluno para explicar: distância meio metro”.
Distância zero
A dificuldade de se manter o distanciamento foi mostrada em outras situações ditas pelo prefeito: “Vai pagar com cartão e precisa digitar ao lado do atendente do posto de gasolina, distância de meio metro. Manicure fazendo as unhas: distância zero”.
Azulzinho abordando veículo: meio metro
Para ele é uma questão de possibilidade: “Todos os secretários devem manter o distanciamento, nem sempre possível. Azulzinho abordando veículo para verificar documentos: distância meio metro. Todos devem cumprir a lei em todos os aspectos sempre”.
Pessoa caindo na rua
Para finalizar, cita exemplo, do lado humano com relação ao distanciamento: “Pessoa caindo na rua: se você não auxiliar estará cumprindo a lei do distanciamento, mas como cidadão você vai descumprir uma lei e salvará uma vida. Todos devem cumprir as leis. Se não cumprirem precisamos notificá-los. Quando impossível o distanciamento impossível cumprir a lei”.