A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou a todo episcopado brasileiro, dia 31 de maio, um documento com as “Orientações Litúrgico-Pastorais para o retorno às atividades presenciais”. A orientações foram elaboradas pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB a partir de experiências de dioceses do Brasil e do exterior. Cabe, contudo, ao bispo de cada Igreja Particular, à luz de cada realidade local, orientar os fiéis neste retorno às atividades presenciais.
"No caso, pela atribuição que me foi dada, com o parecer do Colégio de Consultores, recomendo que estas orientações sejam seguidas da melhor forma possível.
O documento é minucioso. Mas, justamente por isso nos indica muitos cuidados que, talvez, não tivéssemos presente.
Como todo cuidado em relação às atuais circunstâncias é compromisso de cidadania e de zelo pastoral, não tê-lo pareceria expressão de autossuficiência e de falta de unidade eclesial.
Observo, também, que devemos estar atentos a normas do Governo do Estado e de cada município. No momento, no Rio Grande do Sul, a participação presencial nas celebrações litúrgicas é limitada a 30% da capacidade de cada igreja. Municípios podem estabelecer leis próprias. Em alguns, por exemplo, a não utilização da máscara está sujeita a multa.
Zelemos todos para não incorrermos em falhas que comprometam a saúde e a vida dos irmãos e irmãs. No espírito da Campanha da Fraternidade deste ano, o cuidado com a vida, dom e compromisso, é testemunho de amor. Devemos cuidar para não cair na ilusão de que por já haver mais condições de hospitalização e tratamento de infectados que tudo pode voltar ao normal" salienta o Pe. Antonio Valentini Neto – Administrador Diocesano de Erechim.