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Segurança

Homicídio de 2012 será julgado amanhã

Dois réus acusados pelo crime da Linha Mariga serão submetidos ao júri popular acusados pela morte de Rafael de Freitas

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Cleiton Ledesma (22) (D) e Jonatas da Luz Pereira (23) (E, foram presos pela Polícia Civil dois dia
Por Leadro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Arquivo BD

Dois réus acusados pelo crime da Linha Mariga serão submetidos ao júri popular acusados pela morte de Rafael de Freitas

Na próxima quinta-feira (2), a partir das 9h20, o Tribunal do Júri da Comarca de Erechim julgará os réus acusados pela morte do jovem Rafael de Freitas. De acordo com inquérito policial e sentença de pronúncia, Cleiton Ledesma (22) e Jonatas da Luz Pereira (23), são suspeitos de matar a vítima com dois tiros na cabeça na manhã do dia 12 de novembro de 2012. O crime ocorreu nas proximidades da rodovia ERS 211, em Linha Mariga, no interior de Erechim e teria sido motivado por um acerto de contas entre vítima e réus. 

As investigações apontaram que na data anterior ao crime, Cleiton, Jonatas (réus) e Rafael (vítima), passaram a noite consumindo bebidas alcoólicas e drogas em uma boate localizada no Bairro São Cristovão. No final da manhã, segundo as testemunhas, os três entraram em um carro emprestado com a desculpa de que a esposa de Rafael estaria procurando ele e que os dois iriam levar o rapaz para casa. Para a polícia o trio saiu da boate com a desculpa buscar mais drogas. A partir deste momento o inquérito destaca que o carro seguiu em direção a Paulo Bento, pela ERS 211 e nas proximidades de Linha Mariga, o grupo entrou em uma estrada vicinal e parou o veículo que era conduzido por Jonatas. Neste momento Cleiton teria dado a ordem para a vítima descer do veículo e atirou duas vezes contra a cabeça de Rafael, deixando o corpo no local e fugindo. Logo após a dupla se desfez da arma e retornou para a boate. 

Após 48 horas do crime os dois suspeitos foram presos pela Polícia Civil. A ação contou com o apoio de policiais de toda região e foi realizada no Bairro Progresso. Segundo o delegado Gustavo Ceccon, em entrevista para reportagem do Jornal Bom Dia na época, ]Cleiton admitiu ter atirado três vezes na cabeça de Rafael. Jonatas negou envolvimento no crime. Ambos permaneceram presos durante a fase de tramitação judicial do processo,
 
Ao proferir a sentença de pronúncia a juíza Adria Josiane Muller Gonçalves, na época titular da 1ª Vara Criminal de Erechim, revogou a prisão preventiva e colocou os réus em liberdade. A dupla permaneceu presa por 11 meses. Desde então Cleiton segue em liberdade provisória, já Jonatas da Luz Pereira foi preso novamente em novembro de 2015, após assaltar uma loja de telefone celulares no centro de Erechim.

Acusação
Para o Ministério Público, Cleiton planejou e cometeu o crime, após suspeitar que a vítima teria furtado a casa dele e de um familiar. Na última audiência do caso os réus optaram por permanecer em silêncio. O Ministério Público afirma que as provas coletadas apontam indícios suficientes de que os réus sejam responsabilizados pelo delito doloso contra a vida.

Defesa
Segundo a Defensoria Pública, não existem provas suficientes sobre a autoria do crime. A defesa deverá requerer a impronúncia do acusado Jonatas, enquanto a defesa de Cleiton postula o afastamento das qualificadoras. 

 

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