Em julho deste ano Projeto de Lei do Executivo erechinense, foi enviado à Câmara de Vereadores para incluir na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) a aquisição de sala comercial através de crédito especial, para instalar sede própria da AGER (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Municipais de Erechim), no valor de R$ 750 mil, ainda este ano. O projeto foi rejeitado pela maioria dos vereadores.
Recursos do superávit
Os recursos, segundo a justificativa do projeto, viriam do superávit financeiro do exercício de 2019 e já estão depositados nas contas bancárias da AGER. Na justificativa assinada pelo prefeito de Erechim, alegava que a AGER está instalada em prédio locado em precário estado de conservação, distante do Executivo, sem qualquer tipo de segurança. Em sete anos de aluguel, a AGER já consumiu mais de R$ 224 mil em aluguel.
11 a 5 contra a compra
Na última segunda-feira (26) durante sessão ordinária do Legislativo, novo projeto sobre o mesmo tema foi apreciado e mais uma vez rejeitado pelos vereadores, onde 11 votaram contra e 5 favorável para aquisição do imóvel.
“Os bancos vão ficar cada vez mais ricos”
O presidente da Ager, Valdir Farina, mais uma vez lamenta a não aprovação do projeto: “Isso representa votar contra Erechim já que a agência dispõe de recursos próprios e disponível para aquisição da sede própria, no momento certo em que a economia ainda não está aquecida. Assim os bancos vão ficar cada vez mais ricos e o ente público cada vez mais pobre. E a população erechinense é contra pagar aluguéis, pois é um dinheiro jogado fora”, finaliza Farina.