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Linha Aurora: moradores não aguentam mais tanta poeira

A quantidade é tão grande que já está ficando inabitável, insalubre, viver ali. Para deixar as casas em condições de uso, a limpeza precisa ser feita várias vezes ao dia, o que gera um desgaste físico e emocional nas pessoas. E, mesmo assim, não adianta fazer isso. Na próxima segunda-feira (22), segundo a Secretaria de Agricultura, está marcada uma reunião com a empresa da pedreira e moradores da comunidade para tratar do assunto

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“A poeira é demais, não tenho mais móveis de tanto lavar”, disse moradora Ana Maria Ballin
A quantidade é tão grande que já está ficando inabitável, insalubre, viver ali
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

As 10 famílias que moram na Linha Aurora, em Erechim, não sabem mais o que fazer com a poeira em excesso que chega em suas casas, diariamente. A quantidade é tão grande que já está ficando inabitável, insalubre, viver ali. Para deixar as casas em condições de uso, a limpeza precisa ser feita várias vezes ao dia, o que gera um desgaste físico e emocional nas pessoas. E, mesmo assim, todo o esforço não é suficiente.     

A poeira decorre do trânsito intenso de caminhões que trabalham na pedreira instalada naquela localidade. No entanto, a comunidade não é contra a pedreira e, muito menos, o trabalho desenvolvido ali, mas pedem uma solução para a situação que já está trazendo problemas de saúde às pessoas, que viviam ali antes da pedreira ser instalada, justamente, por ser um local retirado, tranquilo, em meio a natureza.

Situação crítica

De acordo com a moradora, Ana Maria Ballin, que mora há cinco anos no local, antes de ser instalada a pedreira, às margens da estrada, na Linha Aurora, a situação está muito complicada. “Está muito difícil, demais, não consigo receber visita. A minha casa tem que ficar 24 horas fechada, eu utilizo o fogão a lenha para muitas coisas e tenho que ficar no calor. Não posso à tardinha sentar na minha área e tomar chimarrão, nem de manhã cedo, e nem ao meio-dia, às vezes penso em abrir a casa, mas não dá porque tem caminhão toda hora”, explica.

Ela ressalta que o problema maior é com a saúde, porque ela tem problemas na coluna e não poderia utilizar a vassoura. “Mas como eu vou fazer isso, não tenho quem faça por mim”, conta. E, acrescenta, “já paguei pra lavar a minha casa e o forro, e ameniza um pouco quando eles molham, mas não é suficiente”.

Ana lembra que já falou falado com o atual prefeito de Erechim, Paulo Polis, e, agora está na expectativa que ele tome uma providência. “Não precisa ser um asfalto novo, pode ser um calçamento bem-feito, asfalto feito com resíduos, que vai ficar bom igual. A poeira é demais, não tenho mais móveis de tanto lavar. Isso é um descaso com a gente, é falta de consideração, não sei mais o que fazer”, disse.

Ela ressalta que não tem nada contra a pedreira, os motoristas de caminhão, só quer que resolvam o problema da estrada. “Podem continuar trabalhando, normalmente, só acabar com esta poeira”, diz.        

Recentemente, ela fez uma cirurgia nos olhos e não pode pegar poeira. “Eu tenho que sair de casa, que você viu, parece uma tapera, pátio e áreas todas sujas de pó, saio de manhã e volto à tardinha”, conta.

Reaproveitar restos de asfalto

Conforme um dos moradores, Leandro Zanatta, faz uns quatro anos que empresa se instalou na pedreira, que fica ao lado da nascente do rio Suzana. “Os moradores, por exemplo, não conseguem mais lavar a roupa, porque não tem onde estender, porque a poeira é insuportável com o trânsito direto de caminhões”, afirma.

Segundo ele, a sugestão da comunidade seria reaproveitar os restos de asfaltos, que não tem onde colocar, para fazer a pavimentação no local. Isso ajudaria a diminuir, significativamente, a nuvem de poeira que os caminhões levantam ao passar pelo trecho de cerca de 800 metros. Ele comenta que próximo dali um morador já fez isso, num trecho pequeno em frente à sua casa, e o asfalto ainda está lá servindo ao seu propósito.

“O novo governo esteve na comunidade, na época de campanha, e prometeu fazer o asfalto. Estamos cansados de esperar e ninguém resolver nada. Não estamos contra ninguém, só queremos resolver esta situação que prejudica a comunidade”, afirma.

Prefeitura

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar informa que fez, recentemente, uma operação tapa buracos nesse trecho. Além disso, existe uma parceria com a empresa Kerbermix, que sempre se responsabilizou em molhar a estrada para diminuir a situação da poeira em dias mais quentes e secos. Na próxima segunda-feira (22), uma reunião está marcada com a empresa e moradores da comunidade para tratar sobre o assunto. A Secretaria informa ainda, que não dispõe de recursos para asfalto, mas que entende a demanda da comunidade e vai acompanhar as tratativas da comunidade e da empresa para viabilizar o asfalto.

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