O Jornal Bom Dia mostrou, na edição de fim de semana (20 e 21), o problema que 10 famílias da Linha Aurora em Erechim estão enfrentando com o excesso de poeira. A situação é tão complicada que está tornando o local inabitável e insalubre. Os moradores participaram na última segunda-feira (22) de uma reunião com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar, vereadores, e a empresa Kerbermix, responsável pela pedreira, para tratar do assunto.
Segundo Leandro Andria, que participou da reunião, morador há 10 anos da localidade e presidente da comunidade Linha Aurora, ficou acertado, na ocasião, que a secretaria iria atrás de sobras ou raspas de asfalto da empresa Andreetta para colocar no local. No entanto, acrescenta Leandro, no mesmo dia, de tarde, a situação mudou. “O secretário me informou que não encontraram material pra colocar na estrada pra amenizar a poeira”, disse.
Leandro ressalta que já faz quatro anos e meio que a comunidade vem sofrendo com esta situação, e eles não sabem mais a quem recorrer. “Acho que vamos ter que procurar os nossos direitos via Promotoria Púbica, porque eles vão jogando de um ano pra outro e ninguém resolve nada. Este transtorno começou depois que o britador da Kerbermix se instalou ali”, disse.
O presidente da comunidade foi pesquisar o valor da tonelada da raspa de asfalto para ter uma ideia de qual seria o custo para fazer a pavimentação, neste formato. “Custa entre R$ 50 e R$ 60 a tonelada de raspa de asfalto e precisaria em torno de umas 20 cargas pra fazer todo o trecho, já que passam muitos caminhões. A secretaria disse que não tem esse resíduo, agora, e que a ideia seria colocar umas lombadas no local para reduzir a velocidade dos caminhões, que deveriam circular a 30 quilômetros por hora e estão andando a 60 quilômetros por hora”, disse.
Conforme Leandro, a secretaria foi atrás da Andreetta e da Corsan, que raspa asfalto, mas até o momento, pra emergência, não tem nada. “Eles vão ver das lombadas e mais tarde fazer o asfalto. Só que a gente sabe que fazer asfalto novo, aí, é quase impossível por causa do preço. E, ali tem que ser de boa qualidade, pelo excesso de peso e caminhões que trafegam no local, uma média de 80 a 100 caminhões por dia”, disse.