Depois de mais de quatro anos sem resolver o problema da poeira dos moradores da Linha Aurora, o presidente da comunidade, Leandro Andria, desabafou: “ninguém resolve nada”. Ele fez essa colocação um dia depois da reunião, após receber negativas e perceber que não se desenhava um fim para o dilema vivido há anos pelas famílias.
A segunda matéria do Jornal Bom Dia quis retratar, justamente, esse sentimento, mostrando que as 10 famílias que moram no local não aguentam mais a situação, que fugiu ao controle, e está tornando as suas vidas insalubres, um verdadeiro suplício. Atualmente, circulam na estrada de chão batido uma média de 80 a 100 caminhões por dia, que levantam uma nuvem de pó permanente.
Motivado por um leitor, que entrou em contato com o jornal, na segunda-feira posterior a publicação, o Jornal Bom Dia procurou, novamente, a assessoria de comunicação do município para saber se o município tinha alguma lei sobre contribuição social das empresas, que no caso em questão, poderia viabilizar uma parceria com a empresa para resolver a questão.
“Sobre os questionamentos encaminhados pelo jornalista na segunda-feira (1), a Secretaria de Administração informa que não há nenhuma lei especifica nesse sentido. Já a Secretaria da Fazenda comunica que não existe nenhum tipo de contribuição diferenciada da empresa em questão. Além disso, esclarece que nestes casos, o regramento que é seguido é federal”, respondeu a assessoria, que na ocasião, aproveitou para mandar as seguintes informações.
“A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar esclarece, referente a reportagem publicada no último sábado, sem espaço e contato prévio para manifestação da pasta, que na segunda-feira (22), participou de uma reunião com a empresa Kerbermix, moradores da Linha Aurora e também a participação do vereador Jurandir Pezzenatto”.
E, continua, “entre as definições da reunião, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar ficou responsável, e assim está fazendo, por buscar resíduo de asfalto para colocar na estrada - uma exigência dos moradores”.
Qual a novidade?
O fato novo é que na última quinta-feira (25), o prefeito de Erechim, Paulo Polis, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Mello, estiveram com representantes do DNIT, e entre os assuntos abordados, um deles foi a situação da estrada na comunidade. Na ocasião, o DNIT acenou para autorização do uso do resíduo de asfalto naquela estrada, mas isso precisa ser feito legalmente através de um ofício encaminhado e aprovado pelo departamento.
Conforme a Prefeitura de Erechim, o pedido de lombadas, feito pelos moradores, foi encaminhado para a Diretoria de Trânsito do município, para que seja avaliado a sua legalidade. “Já a empresa se comprometeu na reunião, em ajeitar o caminhão e continuar molhando a estrada de duas a três vezes por dia. Um estudo deve ser realizado na área para a viabilidade de asfaltamento, e depois disso, a de custeio do mesmo”, disse a prefeitura.