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Aberta a temporada de doenças do frio

Em todo RS já foram notificados 2.897 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo 750 deles causados pela influenza A (H1N1)

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O frio antecipado pode ter causado mais casos de gripe
Por Informativo do Vale
Foto Divulgação

A chegada prematura do frio, neste ano, também antecipou a abertura da temporada de doenças de inverno. Em todo o Rio Grande do Sul já foram notificados 2.897 casos de pacientes hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 750 deles causados pela influenza A (H1N1) - conhecida popularmente por gripe. Em meio a espirros, tosse e nariz escorrendo, sobram dúvidas, desinformação e falta de cuidado.

A enfermeira Erika Ribeiro da Silva, da Vigilância Epidemiológica da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (16ª CRS), percebe que a divulgação de informações equivocadas sobre a gripe, em especial a do tipo A, amedronta a população. "O problema é que não se mostra todos os casos, apenas os óbitos e os mais graves. Algumas pessoas estão apavoradas, com uma ideia de que 'pegou gripe A, morreu', e não é assim", comenta.

"A gripe A tem cura. Ela é apenas uma gripe mais forte. Em nossa região não tivemos nenhum óbito pela doença", esclarece. No Estado, foram confirmadas 127 mortes em decorrência da influenza A, neste ano, o que representa 9% do total de casos notificados. O percentual é ainda menos representativo se fossem considerados todos os casos de gripe, já que apenas os de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave são enviados para análise.

Morador do Bairro Moinhos, em Lajeado, um homem de 87 anos está entre os gaúchos que tiveram confirmada a gripe A. "A recuperação foi boa, tanto é que só ficamos sabendo que era gripe A, bem depois de ele receber alta do hospital", conta um dos filhos do idoso. Entre os sintomas que levaram a família a procurar o médico estavam febre, tosse e chiado no peito. "Ele estava bem debilitado, por isso procuramos atendimento de imediato."

Grupos de risco

Segundo Erika, idosos estão entre os mais suscetíveis à gripe. "As populações mais vulneráveis são a dos idosos com comorbidades (doenças como hipertensão e diabetes) e a das crianças, que ainda estão criando a imunidade. Por isso, eles estão entre os grupos prioritários da vacina." 

A enfermeira lembra que a imunização não garante a proteção total contra os vírus da gripe e, por isso, mesmo para quem está imunizado, a palavra-chave deve ser prevenção. "Mesmo quem se vacinou pode ter gripe, mas será um caso muito mais brando. O organismo vai reagir de forma muito mais rápida", explica. "As pessoas querem um milagre, uma vacina ou um remédio que resolva, mas esquecem de medidas básicas de prevenção, como lavar as mãos ou cobrir a boca quando espirram." (Veja mais dicas na página seguinte).

Por que no inverno?

De acordo com a médica Sandra Ines Knudsen, especialista em Doenças Infecciosas pela Sociedade Brasileira de Infectologia, o inverno é propício para gripes e resfriados por dois principais motivos. "O primeiro é que a baixa temperatura provoca modificações na via aérea, que facilitam a aquisição destes vírus. A segunda, é que o frio faz com que as pessoas se aglomerem mais em ambientes fechados, o que facilita a transmissão destes vírus. O Rio Grande do Sul tem mais casos de gripe por causa do nosso clima, não porque sejam outros tipos de vírus de gripe que circulem aqui."
A enfermeira Erika Ribeiro da Silva complementa que o vírus H1N1 - principal causador da gripe A - é sazonal, ou seja, circula em determinadas épocas do ano. "Ele é um vírus de inverno, mas neste ano, ainda não se sabe por que apareceu antes, durante o outono."
 

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