Na manhã de ontem (12), tive acesso ao maior projeto cultural público que já vi em Erechim, em conversa com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Neidmar Alves. Fiquei entusiasmado, como defensor da cultura local, com a oportunidades para todos e de forma equânime. Ao mesmo tempo, fiquei reticente, pois no papel já vi muita coisa e projetos mofaram em gavetas, sem jamais terem continuidade.
Mas sou um otimista por natureza e sempre acredito que irá dar certo, e nessa primeira abordagem sobre o tema, farei um resumo geral para depois, ao longo do tempo, ir dissecando um a um desse Complexo Cultural e suas várias facetas, que por hora estão divididas em quatro partes: Reforma do Castelinho; prédio próprio do Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font e da Biblioteca Pública; o Centro de Belas Artes Osvaldo Engel em nova edificação; recuperação da estação férrea no centro de Erechim.
Castelinho
O restauro do Castelinho, prédio em madeira mais antigo do estado, é algo que deve estar sempre no radar dos gestores. Mas a história mostra que estigmatizaram sua reforma e mesmo assim resiste ao tempo. Porém, não será valente para sempre. De acordo com o secretário Neidmar, o edital para o restauro está pronto, e valor deve ficar em torno de R$ 4,4 milhões, mas o Executivo entrará com 10% (R$ 400 mil).
Belas Artes
Recentemente a administração do Belas Artes saiu da Educação e passou a fazer parte da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo. E a transição ainda está ocorrendo, para sanar todas as dúvidas dos 32 profissionais que atuam no local, atendem em torno de 510 pessoas e tem um custo anual de R$ 2 milhões. Agora passa a se chamar Centro de Belas Artes Osvaldo Engel: cultural, técnico e profissional: “daremos suporte para aprenderem e vivenciarem as quatro grandes áreas que são artes visuais, dança, música e teatro”, comenta Neidmar.
Nesse novo momento o objetivo é viabilizar recursos para a construção do novo Centro de Belas Artes no terreno ao lado do Centro Cultural 25 de Julho, desejo antigo da comunidade, que ainda não saiu no papel. Objetivo é que até final de 2024 a obra esteja concluída.
Arquivo Histórico e Biblioteca Pública com prédio próprio
O projeto que mais me chamou a atenção nesse primeiro momento é a possiblidade da construção de um prédio próprio para receber o Arquivo Histórico Municipal Miguel Illa Font e também a Biblioteca e a estrutura administrativa da secretaria. O projeto foi uma doação do arquiteto erechinense Francisco Groch, que trabalha em Porto Alegre e é Sócio-Diretor na empresa R4 Design. A área para a construção é em frente onde hoje funciona a secretaria, na Avenida Pedro Pinto de Souza. Uma maneira de parar de pagar aluguel e ter um local condizente com nossa rica história.
Revitalização da Estação Ferroviária
Em conversas com a Rumo, empresa paranaense que detém a concessão da malha ferroviária, objetivo é usar a estação no centro da cidade (ao lado do terminal urbano) como um espaço cultural para entidades poderem utilizar, e guardada as proporções, fazer algo parecido com Passo Fundo, no Parque da Gare: revitalizar para devolver para a comunidade.