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Dia de São João: a origem das festas juninas

Bastante comuns em escolas, festejos ajudam a aproximar a comunidade externa das instituições de ensino

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Organização para a festa junina da Escola Luiz Badalotti
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Jordana Putti/Divulgação

Bastante comuns em escolas, festejos ajudam a aproximar a comunidade externa das instituições de ensino

Hoje, 24 de junho comemora-se o Dia de São João, muito conhecido também por nomear as tradicionais festas juninas que movimentam o mês inteiro. Mas, você sabe qual é a relação deste santo com os festejos que alegram escolas, comunidades e grupos de amigos Brasil afora?

O padre Antonio Valentini Neto, conhecido como Pe. Antoninho, da Diocese de Erechim explica a origem dos festejos, que estão diretamente ligados ao nascimento de São João Batista: “Segundo a tradição, na região montanhosa da Judéia, no tempo de Jesus, a alegria pelo nascimento de uma criança era anunciada por uma fogueira. Seria por isso que a festa do nascimento de São João Batista, celebrada neste 24 de junho, na tradição popular, inclui a fogueira. Ela tem também um significado maior: segundo São João Evangelista, ele veio para dar testemunho da luz. Ele não era a luz. Porém apresentou aquele que é a luz do mundo, Cristo, o sol da justiça”, explica.

O padre destaca ainda que João Batista nasceu como um dom de Deus, escolhido por Ele desde sempre para uma missão divina especial.  “Ele foi um dom especial porque seus pais eram idosos e a mãe, Isabel, era estéril. O nome João significa Deus faz misericórdia. Em seu nascimento, os parentes e vizinhos se alegram com Isabel porque Deus tinha sido misericordioso com ela. Depois de seu nascimento, ao ser circuncidado, ato de introdução oficial na comunidade, Zacarias, seu pai, que ficara mudo por duvidar do anjo que lhe anunciava que teria um filho, começou a falar”, esclarece Pe. Antoninho

Por fim, ele salienta que São João Batista é modelo de humildade, ousadia e coragem profética e também de austeridade. “A Igreja celebra os santos no dia de sua morte, a partir do princípio de fé de que sua morte é o verdadeiro nascimento, ou seja, a entrada na vida eterna. Mas de São João Batista, a Igreja celebra não só sua morte, mas também seu nascimento. No dia 29 de agosto, comemora sua morte. No dia 24 de junho, hoje, a sua natividade, seu nascimento. As duas festas são realizadas pela sua missão e pela sua vida de fidelidade a Deus”, finaliza.

Origem das vestimentas e alimentos

De acordo com o site Brasil Escola, as festas juninas foram trazidas para o Brasil com os portugueses, que, católicos, costumavam comemorar o mês dos santos de junho, ou seja, além de São João, Santo Antônio e São Pedro.

Originalmente, a festa era realizada nas ruas, que eram enfeitadas com bandeirolas. O arraial contava com as comidas típicas à base de milho e amendoim. A origem das roupas rasgadas ou remendadas está relacionada às vestimentas utilizadas pelas pessoas do campo que usavam trajes simples, velhas e os chapéus de palha.  A tradição se mantem até hoje e ainda conta com itens deste período, como o casamento caipira, o correio elegante e a prisão.

No Rio Grande do Sul, a festa ganhou adaptações devido à cultura do Estado. Não à toa, muitas pessoas se pilcham com itens da indumentária gaúcha durante as festas juninas. As comidas também foram adaptadas, já que os festejos contam com alimentos como o pinhão, além das tradicionais rapaduras, cachorro quente e quentão.

Escolas ajudam na preservação da cultura popular

Hoje em dia as principais responsáveis pela manutenção da tradição das festas juninas são as escolas. Em Erechim os festejos vêm acontecendo ao longo do mês, com programação na maioria das instituições de ensino. Muitas estendem as comemorações ao mês de julho.

Hoje, por exemplo, duas escolas municipais realizam suas festas: Luiz Badalotti e Paiol Grande. A diretora da escola Luiz Badalotti primeira, Jordana Putti, salienta a importância dos festejos. “É uma forma de preservar a cultura popular, de dar sequência a esta tradição que vem de muitos anos”, pontua.

A professora salienta ainda que a festa junina colabora para trazer a comunidade externa para dentro da escola, aproximando família, estudantes, professores e funcionários. “Além disso, todos se envolvem na preparação dos festejos, alguns com decoração, outros com os alimentos, e outros na organização geral”, completa. A festa será das 16h às 20h no ginásio da escola.

Quem também realiza festa junina nesta semana é o Colégio Marista Medianeira. O arraial será no ginásio de esportes do colégio, no sábado (25), a partir das 14h30. O evento contará com apresentações culturais, brincadeiras e comidas típicas.

 

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