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Alto Uruguai: com aprovação do Pró-Etanol, região se beneficia

“É intenção do programa incentivar as áreas ociosas de inverno e de entressafra, oferecendo mais opções ao produtor, não concorrendo com os cultivos consolidados da soja e milho”, afirma Zonin

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Por Da redação
Foto Divulgação

O governador, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, sancionou, na segunda-feira (31), o projeto de lei 292/2020 que institui o Pró-Etanol/RS, Política Estadual de Estímulo à Produção de Etanol e o Programa de Produção de Etanol Amiláceo. E a região Alto Uruguai é uma das beneficiadas com a aprovação desta política de estado.    

12 regiões

Segundo o coordenador do projeto Pró-Etanol/RS, Valdir Pedro Zonin, as atuais 12 regiões com projetos em andamento, dentre elas a do Alto Uruguai, deverão se reunir nos próximos dias para propor ao governo estadual mais algumas demandas específicas a serem contempladas junto à regulamentação da presente lei.

Ele explica que o Pró-Etanol/RS está sendo construído há anos por entidades parceiras e regiões com projetos em andamento. “Ultimamente concentrados no Grupo de Trabalho (GT) junto à Frente Parlamentar em Defesa da Produção e Autossuficiência de Etanol da Assembleia Legislativa, com o apoio dos parlamentares, secretarias de Estado e governo”, comenta.

Reduzir dependência

Segundo Zonin, a intenção inicial é reduzir a dependência gaúcha do etanol externo, e a longo prazo, aumentar o consumo interno e exportar o excedente produzido. “O programa de estímulo à produção de etanol prevê incentivos fiscais, aquisição de etanol e coprodutos, benefícios ambientais e apoio na produção de grãos amiláceos, tubérculos e cana-de-açúcar. Atualmente, a produção gaúcha de etanol representa apenas 0,3% do consumo estadual de 1,5 bilhão de litros/ano”, observa.

Emprego e renda

O coordenador afirma que com a criação da política e do Programa Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Etanol, governo e cadeia produtiva, esperam que ocorra a ampliação na produção de etanol e coprodutos no Rio Grande do Sul, gerando PIB, emprego e renda, e impulsionando o desenvolvimento regional. “Busca-se, também, estimular a produção de sementes e mudas de matérias-primas amiláceas, viabilizando a instalação de biorrefinarias”, disse.

Demandas

“Considerando a demanda atual e as demandas futuras como bioquerozene de aviação, a partir do etanol, incremento no consumo de etanol na bomba e as exportações, podemos prever, a partir do programa, um mercado para mais de 40 usinas de porte médio para produzir etanol no estado”, observa.

Matéria-prima

Segundo Zonin, triticale, aveia branca, cevada, centeio, e até mesmo trigo de menor qualidade são algumas das possibilidades para compor o leque de matérias-primas para etanol, além de sorgo granífero, arroz gigante e batata-doce. “É intenção do programa incentivar as áreas ociosas de inverno e de entressafra, oferecendo mais opções ao produtor, não concorrendo com os cultivos consolidados da soja e milho”, afirma.

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