A audiência pública organizada pela AGER (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Municipais de Erechim), que acontece na quarta-feira (11), a partir das 8 horas na Câmara de Vereadores, busca ampliar o debate, buscar alternativas para o fornecimento de água para a população, já que as obras que foram feitas são suficientes para um período, mas irá ter problemas para o futuro. É necessário buscar um planejamento sustentável, e não por pressão, como aconteceu em outros momentos.
E, isso, independentemente de quem prestar o serviço, pois o contrato que está suspenso, em Erechim, prevê uma arrecadação de R$ 2,4 bilhões.
Dados preocupantes
Os dados dos recursos hídricos são preocupantes, dos rios que abastecem a barragem da Corsan e o consumo diário da população erechinense: o Rio Cravo produz 250 litros por segundo; o Rio Ligeirinho são 35 litros por segundo; o Rio Campo 40 litros por segundo; Rio Leãozinho outros 30 litros por segundo; Aquífero Guarani mais 25 litros por segundo; totalizando 380 litros por segundo.
O consumo do erechinense
O consumo médio da população de Erechim é de 30 mil metros cúbicos de água por dia (quase 1 milhão de metros cúbicos por mês). É um gasto grande para as pequenas fontes de captação, que a cada ano diminuem, por uma série de fatores (entre elas da preservação das nascentes e da mata ciliar).
Aumento da capacidade de reservação
A AGER, durante a audiência pública, irá propor que se aumente a capacidade de reservação do Rio Cravo, que atualmente é a maior fonte de abastecimento da cidade. A sugestão é que se faça uma barragem com capacidade de aproximadamente 5 milhões de metros cúbicos, conforme previam estudos iniciais sobre a referida captação, e que não foram implementados. Essa barragem e mais a existente, garantiriam, num período prolongado de estiagem - mais de seis meses, o abastecimento sem problemas.