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Erechim

Discussão espinhosa: mais R$ 2,5 milhões para o transporte coletivo

Vereadores aprovam repasse, mas alertam para os problemas futuros, e que é necessário se ampliar o debate sobre o tema

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A título de reequilíbrio financeiro serão repassados R$ 4 milhões para a empresa que detém o transpo
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Erechim, aprovou, na tarde de segunda-feira (9), projeto do Executivo que repassa R$ 2,5 milhões (em cinco parcelas de R$ 500 mil a cada 45 dias) para a Empresa de Transportes Gaurama, a título de reequilíbrio econômico-financeiro. Já havia sido repassado R$ 1,5 milhão em 27 de maio, totalizando R$ 4 milhões. Segundo o projeto, os valores foram definidos através de acordo em processo judicial junto ao Centro Judiciário de Mediação de Conflitos e Cidadania – CEJUS -, após realização de perícia técnica.

Debate forte

Foi uma discussão espinhosa, com debate forte, principalmente sobre o futuro do transporte coletivo em Erechim. Alguns vereadores acreditam que esses recursos não darão garantia da permanência do serviço no futuro, e é necessário buscar alternativas urgentes, para não resolver problemas sempre injetando recursos.

Decisão paliativa

Os contrários aos projetos, alegam que a empresa não apresentou um projeto desde a liberação da primeira parte em maio até agora, e que serão liberados mais recursos. E ainda, que o dinheiro repassado não irá resolver o problema financeiro da empresa e essa é uma decisão paliativa.   

Buscar alternativas futuras

A partir de hoje, uma comissão foi implementada para cuidar o andamento dos serviços. Até porque, no caso da empresa encerrar as atividades, a obrigação legal é do município assumir os serviços e ofertar transporte coletivo à população.  

Brutal queda de demanda   

A justificativa do Executivo elencou os reflexos da pandemia da covid-19, que afetaram diretamente o transporte público: “Estas medidas acabaram por provocar impactos econômicos diretos em todos os modos de transporte de passageiros, sejam eles no âmbito municipal, sejam no intermunicipal, uma vez que houve uma brutal queda na demanda de usuários dos serviços”.

Colapso do sistema

Em outra parte, cita: “A queda vertiginosa na demanda trouxe reflexos diretos na arrecadação, sendo que o transportador não consegue fazer frente aos custos necessários para garantir a continuidade da prestação dos serviços, situação que se amplia dado o custo adicional de desinfecção dos veículos e instalações. Há necessidade de atuação imediata do Poder Público Municipal para que se busque a viabilidade econômica, em um curto prazo, da empresa de transportes Gaurama, tentando evitar um colapso em todo o sistema de mobilidade de Erechim”, descreve o Executivo erechinense.

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