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Segurança

Júri condena réus de Marau em Erechim

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Réus durante o julgamento
Por Leadro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Foram condenados no final no inicio da noite de ontem (30), os réus Eduardo de Abreu Nunes, Guilherme de Oliveira, Marcos Gabriel Pimentel de Oliveira acusados de planejar e assassinar com quatro tiros, Sidnei Prudente, no dia 08 de setembro de 2013, na frente de uma boate na cidade de Marau.

O réu Tiago dos Anjos, acusado de levar a vítima até a parte de fora do estabelecimento local que foi alvejada, foi absolvido.

Segundo o juiz Marcos Luiz Agostini, que presidiu a sessão, Marcos Gabriel Pimentel de Oliveira (Bolinha), recebeu a pena de 14 anos de prisão, por homicídio qualificado pelo motivo torpe crime praticado em razão de dívida de drogas entre ele e a vítima que teria motivado o assassinato, pena a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O réu Guilherme de Oliveira ("Guigui") foi condenado a 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime semiaberto, por homicídio simples. Já o réu Eduardo de Abreu Nunes ("Dudu") foi condenado a 7 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto, por homicídio simples.

Todos os réus foram absolvidos do crime do crime de corrupção de menores. Os que estavam presos por outros crimes, tiveram sua prisão preventiva mantida pelo magistrado.

O crime

Segundo a polícia o crime teria sido motivado por um desacordo comercial entre vítima e o réu Marcos Gabriel Pimentel de Oliveira, vulgo “Bolinha”, chefe de uma facção criminosa, que atuava no tráfico de drogas daquela cidade, conhecida como Grupo do Bolinha. Segundo o inquérito a vítima teria comprado drogas do réu e não pagado por isso o traficante teria decretado sua morte.

Na noite do crime, Tiago dos Anjos, teria entrado na boate e convencido Sidnei a sair para o lado de fora do local, quando a vítima saiu os integrantes do grupo a pararam e Eduardo de Abreu Nunes, teria feito os disparos. Posteriormente todos os suspeitos teriam fugido do local em um veículo descrito por testemunhas que seria de Tiago.

Os acusados pelo crime foram presos em uma Operação da Polícia Civil, nomeada Clinica Geral, em outubro de 2013. Em março deste ano Eduardo e Marcos, chegaram a fugir do Presídio Regional de Passo Fundo, sendo recapturados pela polícia dias após a fuga.

Os réus presos são considerados pela Justiça como de alta periculosidade, devido à quantidade de processos que respondem, sendo de grande maioria, formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio.

O júri

A sessão que iniciou com trinta minutos de atrasado, tempo utilizado para aguardar Leonardo Pimentel, que na época do crime tinha 17 anos. Agora com 19 anos ele foi solto na última terça-feira (28), da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE) em Passo Fundo, mas não compareceu a audiência.

Inicialmente a defesa de Tiago dos Anjos, feita defensora pública Marcélia Cominetti Favarim, solicitou a inclusão mais uma testemunha, a esposa do réu que estaria com ele na noite do crime. Em depoimento a mulher negou que o marido tenha participado do crime e que na noite em questão passou pelo local com ela para comprar um lanche.

Posteriormente o júri formado por cinco mulheres e dois homens, ouviu o depoimento dos quatro réus presentes.  Em depoimento todos negaram participação no crime e disseram não conhecer a vítima. Eduardo negou autoria dos disparos e disse estar sendo acusado injustamente do crime. Guilherme, disse não saber por que estava sendo acusado. Marcos, que seria o mandante do crime, também negou acusação e Tiago, disse que não participou do crime e que não tinha uma intimidade com os outros réus, apenas os conhecia por morarem no mesmo bairro que o seu.

 

 

 

 

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