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“A marcha não é contra pessoas, é contra o racismo”

Movimento Étnico-Cultural dos Negros de Erechim (MENE) promove ação neste sábado (20) no Dia Nacional da Consciência Negra a partir das 18h30

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“Nós, pessoas pretas e pardas, não nos calaremos mais diante da desigualdade e do abismo que existe
Por Ígor Dalla Rosa Müller regiao@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O Movimento Étnico-Cultural dos Negros de Erechim (MENE) vai realizar uma marcha antirracista, neste sábado (20), no Dia Nacional da Consciência Negra, às 18h30, com saída da Praça Boleslau Skorupski (do tanque de guerra) até a Praça da Bandeira. A marcha é um ato político e pacífico.

“A marcha não é contra pessoas, é contra o racismo, momento também para marcar os dias de luta do nosso povo de forma positiva. Será pacífica, terá famílias, nossos filhos juntos. Estaremos reunidos desde as 17h30min na praça do tanque se mobilizando”, afirma a fundadora e presidente do MENE, Monique Maína Milkiewicz Rosset. Ela acrescenta que a caminhada termina na frente da prefeitura onde haverá roda de samba, capoeira e confraternização.

Conscientização 

Segundo Monique, esse é um momento de conscientização da sociedade, para reconhecer as atitudes racistas e as suas consequências na população preta, em todos os contextos, desde a subjetividade, ambiente de trabalho até relações interpessoais.

Ela explica que o papel do MENE é trazer pautas para a sociedade fazer essa reflexão em busca da mudança e que não há mais espaço para mentes do tempo colonial. “Nós, pessoas pretas e pardas, não nos calaremos mais diante da desigualdade e do abismo que existe ‘ainda’ nos dias atuais”. 

Monique explica que houveram avanços, como leis que favorecem a população negra na busca pelas mudanças e a criminalização do racismo. No entanto, infelizmente, ainda há relatos e se vivencia o racismo estrutural.

A fundadora e presidente do MENE ressalta que a importância de usar o Dia Nacional da Consciência Negra como marco de reflexão, mudança, nos discursos, atitudes, raciocínios, posturas e no modo de tratamento das pessoas. Ela ressalta que a diversidade é o maior valor social do país, por isso é preciso sair dos negacionismos, já que o racismo existe e faz parte do sistema gerador de desigualdade.

Conforme Monique, é importante destacar o papel das pessoas brancas na luta antirracista, que o debate racial não é só focado na negritude, é preciso discutir a branquitude, reconhecer o racismo, reconhecer os privilégios, e que não se pode naturalizar as desigualdades, ou achar que tudo é esforço próprio. “O branco precisa ter atitudes antirracistas. Essa é uma luta de todos nós enquanto sociedade”, observa.

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