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Segurança

Ocorrências de violência contra mulher caem em Erechim

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Delegada Diana Casarim Zanatta, titular da DEAM de Erechim
Por Leadro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br

Erechim apresentou queda no registro das ocorrências na Delegacia Especializada em Atendimento da Mulher (DEAM) em Erechim. Segundo dados apresentados pelo inspetor de polícia, Gilmar Eglior, desde o início do ano foram registrados 1.371 casos, com uma média de 220 a 250 mensalmente, mas no mês de junho este número caiu para 186 registros. 

Os números apresentam uma perspectiva positiva já destacada pela Polícia Civil Gaúcha no inicio deste ano, em que a principal lei defesa das mulheres a "Maria da Penha", completa dez anos. Segundo a polícia o ano que passou registrou uma queda de 8,91% nas lesões corporais na comparação com anos anteriores. 

De acordo com a delegada Diana Casarim Zanatta, titular da Delegacia da Mulher de Erechim, os crimes mais registrados são injúria, ameaça e lesão corporal "Há também um número considerável de estupros e estupros de vulnerável", destaca. 

Em um número mais recente a polícia apresentou outro dado em declínio diz respeito à quantidade de mulheres assassinadas, que caiu de 376 para 346 no ano passado. Ainda assim, é possível afirmar, conforme os números mais recentes, que uma mulher é morta no Estado a cada 25 horas.

Em Erechim dos 11 assassinatos registrados até o momento em 2016, apenas um envolveu vítima do sexo feminino. Segundo a delegada a DEAM de Erechim "não possui atribuição para apreciação dos crimes de feminicídios consumados ou tentados em sua área de atribuição, razão pela qual não há referência a tal tipo de delito", destaca.

Vítima

Apesar dos números apresentarem uma queda, os policiais lembram que os casos de agressões feitas principalmente por familiares, geralmente companheiros ou ex- companheiros, se repetem a cada dia no atendimento feito na delegacia.  
Para proteger as vítimas as informações sobre os casos não são fornecidas pela polícia, mas a reportagem do Jornal Bom Dia conversou com exclusividade com uma destas vítimas agredida no último fim de semana. Ainda com medo de novas agressões, Maria, de 39 anos, que leva consigo o nome da lei que a protege, segue com medo de represaria de seu agressor. Ela lembra que no último final de semana teve a casa invadida pelo ex-companheiro em Erechim, que segundo ela tentou lhe matar motivado por ciúmes. "Ele pegou uma cadeira e me atingiu, quando foi continuar a me agredi, mordi o braço dele e fugi, para chamar a polícia", contou a vítima.  O agressor foi preso minutos após as agressões ainda no local por policiais militares, esta foi a terceira vez que ele descumpriu uma medida protetiva e agrediu Maria.

A polícia lembra que as mulheres que são vítimas de violência podem denunciar os agressores através dos telefones 180 e 190. 

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