O volume de serviços teve uma queda de 6,1% em maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica em 2012. É também a segunda maior queda da série, perdendo apenas para o recuo de 6,4% de novembro de 2015.
Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços caíram 0,1% na comparação com abril deste ano, 5,1% no acumulado do ano e 4,8% no período de 12 meses.
A receita nominal do setor de serviços cresceu 0,4% entre abril e maio deste ano. Na comparação com maio de 2015, houve queda de 0,7%. Nos acumulados do ano e de 12 meses, a receita teve altas de 0,2% e 0,4%, respectivamente. A receita nominal não considera os efeitos da inflação sobre o valor dos serviços.
Se o setor enfrenta os reflexos da retração econômica em âmbito nacional, em Erechim a área de Serviços está em ascensão. De 2015 para cá, Serviços passou a ser a principal base da economia do município, com percentual de 36%. São mais de 4,5 mil empresas formalizadas em Serviços. A indústria, que durante anos foi o carro chefe da economia, agora ocupa o segundo lugar, com 35%. Os dados são da prefeitura de Erechim.
O crescimento no número de empresas no setor pode ser explicado pelos mais de quatro mil Microempreendedores Individuais (MEIs) que se formalizaram nos últimos anos no município, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tales Manhabosco.
“Há uma oscilação entre esses dois setores, em que um ano um está na frente e depois inverte. A capacitação, o suporte e a agilidade na formalização dos MEIs expandem o mercado e aumentam a demanda no setor de serviços”.
Serviços na geração de emprego
Vagas de emprego ligadas a instituições de crédito, administração de imóveis, transportes e comunicações, hotelaria, alimentação, serviços médicos, odontológicos, veterinários e de ensino são algumas das profissões ligadas à área de Serviços. O setor, além de liderar o número de empresas no município, vem sobrevivendo melhor que a indústria na geração de empregos.
Do início do ano a maio, quando foi divulgado o último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo de emprego na Indústria da Transformação registrou 33 vagas. Ao mesmo tempo, Serviços foi responsável por 91 contratações em 2016, em Erechim.
Manhabosco explica que o município trabalha com iniciativas para fomentar a economia e impulsionar a geração de emprego. “Esse ano, não houve diminuição no registro de empresas e aumentou a formalização do MEI. Nesse cenário econômico, procuramos dar suporte e oferecer capacitação para que as pessoas se formalizem e a cidade desenvolva”, pontua.