Desde 2017 que escrevo sobre a necessidade de Erechim ter um trabalho forte de georreferenciamento, já que o município arrecada menos, comparando com outras cidades do mesmo porte.
Não era unanimidade
Na gestão passada foi até ventilada a possibilidade de se adquirir um programa para georreferenciamento e geoprocessamento, mas esbarrou no alto custo que seria necessário aportar pelos cofres públicos. Não era unanimidade entre aqueles que tinham a caneta e acabou não sendo feito.
No radar
O assunto voltou à tona na atual gestão e está no radar da Prefeitura de Erechim a contratação de um sistema de georreferenciamento que trará um ganho em qualidade de serviços prestados ao contribuinte, e possibilitando ter uma justiça social no seu mais amplo significado, onde todos pagam de forma equânime pelos seus imóveis, já que hoje temos construções sem projetos, o que resulta um desequilíbrio na arrecadação (nem todos pagam o que devem aos cofres públicos).
Mapeamento e interligação
O projeto de georreferenciamento contempla várias etapas como a planta genérica de valores (PGV), mapeamento cartográfico, cadastro imobiliário, geoprocessamento, tudo isso possibilitando um sistema para interligar todas as secretarias do município (conversarem entre si, algo que não acontece hoje): “isso irá gerar dados com grande potencial para o futuro”, disse o secretário da Fazenda de Erechim, Valdemar Loch.
Um recurso bem investido
O custo de investimento para aquisição desse programa é em torno de R$ 3 milhões, valor alto, porém irá ‘se pagar’ de forma rápida e todos recolhendo seus impostos, sem distorções. Será possível, caso o município queira, já que irá aumentar substancialmente a arrecadação, rever os valores, com majoração menor no futuro. Por isso esses R$ 3 milhões, valem cada centavo. É um recurso bem investido.
Controle mais efetivo
Os benefícios para a administração pública serão muitos. Possibilitará um controle efetivo sobre todas as construções de Erechim (apenas um exemplo) e consequentemente as metragens estariam sempre atualizadas, já que muitas obras de ampliação são feitas sem projetos na prefeitura (famosa meia-água).
Usar a tecnologia a seu favor
Acredito que um município com 105 mil habitantes, para melhoria de serviços e evitar retrabalho, não pode abrir mão de algo dessa natureza. A exemplo das empresas privadas, o setor público precisa estar atento e usar as tecnologias disponíveis a seu favor.