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O desafio de reduzir a taxa de mortalidade infantil

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Divulgação
Por Izabel Seehaber

Índice atual está no mesmo patamar que o Estado e Brasil, acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos
 
Foram apresentados nesta semana, durante um evento denominado “Desafio das Cidades”, alguns indicadores econômicos em vários setores, tais como saúde. A atividade integra os trabalhos da Agenda 2020, a qual também desenvolve o projeto da Sinaleira 2020, a qual mostra 14 indicadores socioeconômicos nas cores vermelho, amarelo e verde.
A população do município de Erechim representa quase 1% da população do Estado e a participação vem aumentando nos últimos anos. Entre 2004 e 2014 a variação da população gaúcha foi de 5,2% enquanto o número de habitantes do município cresceu em 9,2%.
A saúde é um bem público indispensável que ocupa posição privilegiada e necessita de uma nova abordagem que reconheça os múltiplos recursos – do SUS e do Sistema de Saúde Suplementar – a fim de garantir a universalização da saúde aos gaúchos.
Para tanto, o Fórum Temático de Saúde da Agenda 2020 entende que é necessário corrigir rumos e assumir novos posicionamentos que promovam e produzam respostas positivas, a fim de que sejam atendidos os anseios da população e, consequentemente, eleve-se o grau de satisfação.
Algumas das fragilidades identificadas no Sistema de Saúde foram classificadas em quatro pilares, que são: lacunas persistentes no acesso aos serviços de saúde, na qualidade assistencial, na gestão e no financiamento.
No que se refere à taxa de mortalidade, o sinal está vermelho porque a taxa de mortalidade de Erechim está classificada no nível alto, ou seja, acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos (conforme levantamento do Datasus). No RS e no Brasil este número é de 12 e 15 mortes por mil crianças nascidas vivas, respectivamente. Este indicador reflete a existência de prevenção e as condições gerais de desenvolvimento do município. A meta desejada são 5,6 mortes por mil nascidos vivos que é a média dos países de alta renda da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Avaliação à nível municipal
O secretário municipal de Saúde, Plínio Costa Junior, comenta que esse resultado preocupa e explica que o município teria que ter um número pelo menos abaixo do Estado, por Erechim ser um polo de tratamento de saúde.
No entanto, segundo ele, há alguns fatores que estão impactando muito essa realidade, como por exemplo, a taxa de nascimentos de crianças prematuras, a qual a Organização Mundial da Saúde preconiza que uma seja de até 5% e em Erechim esse número é 19%. Diante disso, constata-se que a taxa de mortalidade antes de um ano de idade é em relação aos prematuros. Nesse somatório estão os números do Hospital Santa Terezinha e Hospital de Caridade.
Plínio destaca que Erechim conta com duas UTIs Neonatal, uma em cada hospital. “Através dessa estrutura é possível resolver muitas situações, foi melhorado o padrão de qualidade de vida dos recém nascidos após o surgimento das UTIs. Em contraponto há falta de leitos nestes setores, realidade em todo o País”.
O secretário aponta que outro fator que pode ter impactado parcialmente, é o fato de o hospital Santa Terezinha ter perdido a UTI pediátrica por ordem do Ministério da Saúde, considerando que o espaço chegou a ser misto por um tempo e atualmente é neonatal.
Neste sentido, a localização de Erechim (pelo Estado) orienta que para o encaminhamento dos casos de UTI pediátrica é o município de Passo Fundo. “No entanto, há muita dificuldade em conseguir vagas. Então, as crianças que, por exemplo, têm menos de um ano de idade e apresentam um quadro infeccioso severo, como asma, pneumonia, tem dificuldades pois deveriam ser atendidas em UTIs mas são atendidas em enfermarias, as quais não possuem as mesmas condições técnicas”, salienta.
Outras preocupações
Em relação à prevenção destas doenças, o secretário pontua que há vacinas disponíveis na rede pública contra vários tipos de vírus, mas alguns tipos, que são muito impactantes, tanto para adultos como para crianças, e ainda não há tratamento.
Os casos de má formações dos bebês também são preocupantes.
O que mais impacta, de acordo com o secretário, é o setor de nascimentos pela UTI neonatal. Outro aspecto salientado é a dificuldade de avaliação, pois na rede pública de saúde do município, não há um obstetra em cada unidade de saúde durante cinco dias da semana. Isso ocorre também pela carência de profissionais na área. Na pediatria também há falta de profissionais.
Cuidados e prevenção
Em se tratando de cuidados por parte da população, Plínio cita que as drogas estão fazendo parte da vida de algumas mães e isso também impacta no nascimento.
Por outro lado, as doenças infecciosas das mães também podem acarretar em complicações posteriores.
O stress também pode ser um fator que contribua para alterações na gestação.
Outro alerta às gestantes é para que consultem o médico com frequência e façam o acompanhamento durante a gravidez.
Possíveis alternativas
O secretário enfatiza que é necessário mais investimento do governo federal na área da saúde. O município trabalha em meio a muitas dificuldades, pois a questão financeira acaba não sendo atrativa para muitos profissionais de média complexidade, os quais não tiveram atualização de valores recebidos pelos atendimentos.
A secretaria de Saúde conta com um Comitê de avaliação da mortalidade infantil, o qual conta com profissionais da área de saúde que se reúnem uma vez por mês. Todos os casos são investigados.

 

 

 

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