Alerta é do presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Municipais de Erechim (AGER), Valdir Farina, sobre a situação atual com a forte estiagem e a possibilidade de faltar água para o consumo humano: “a situação está cada vez pior”, pontua.
Sete anos sem investimentos
De acordo com o presidente, há mais de sete anos que não tem investimentos por parte da companhia que detém a concessão em Erechim: “10 anos atrás tinha mais de 30 servidores trabalhando na rua. Atualmente são apenas 10”, comenta.
Imbróglio que se arrasta desde 2016
Essa falta de investimentos ocorre pelo fato de o município de Erechim e a Corsan não terem um contrato. E desde 2016, que o município tenta lançar um edital de saneamento (água e esgoto), mas acaba judicializado. Em 2016, o prefeito era Paulo Polis. De 2017 a 2020 foi Luiz Francisco Schmidt e desde 2021, retornou Paulo Polis, e a situação é a mesma.
O fantasma do racionamento
A administração relança o edital e a Corsan e o Estado ingressam na Justiça para suspender o processo. E desta forma, quem sempre é penalizada é a população, que em quase 105 anos da emancipação de Erechim, não tem um metro de esgoto tratado. E vive constantemente com o fantasma do racionamento. Foram três de 2005 a 2012 e um deles durou 33 dias.
Reclamações por falta de água
De acordo com Farina as reclamações por falta de água não param, principalmente no Bairro Jabuticabal e arredores: “A empresa Aurora (que tem dois frigoríficos, um de aves e outro de suínos) está preocupada. Estão gastando mais de seis mil metros cúbicos de água e as alternativas são poucas”, relata.
Erechim consome 20 milhões de litros por dia
Erechim consome quase 20 milhões de litros de água por dia, e com falta de chuva, os rios que abastecem a barragem da Corsan estão cada vez com menor vazão: “Oremos para que chova, e pedir para a população economizar durante esse período, enquanto a estiagem não terminar”, finaliza Farina.